Segunda-feira, 18 de Outubro de 2021
Artes visuais

Vida e obra de Zezinho Corrêa é narrada em exposição

Figurinos, acessórios e objetos do cantor fazem parte da mostra "Amazonas, Rio da Minha Vida – A Arte de Zezinho Corrêa”, que estreia no dia 23 de outubro, na Casa Luppi



b0209-1f_0A3BEFF5-C88D-49D4-AD1E-B98E7A402AA0.jpg Olin Corrêa em um dos ambientes da exposição (Foto: Divulgação)
09/10/2021 às 12:06

“Permitir uma imersão do público na vida de Zezinho Corrêa, não apenas no aspecto profissional, como também, nas relações familiares, no seu amor pelo Amazonas e o apego à religião”. Com o aval de Olin Corrêa, filho de “Zé” - como era chamado pelos íntimos – Manaus irá ganhar a exposição “Amazonas, Rio da Minha Vida – A Arte de Zezinho Corrêa”, que será inaugurada no dia 23 de outubro, na Casa Luppi. A mostra traz um acervo de mais de 1.500 itens do artista, vitimado pela Covid-19, em fevereiro deste ano. O público terá acesso aos livros, figurinos, acessórios, discos, fotografias, prêmios, e objetos de decoração que pertenciam à casa do cantor amazonense.

A entrada na exposição será gratuita e não poderia ser diferente. “O Zé era abordado constantemente nas ruas e, quando você é criança, não entende. Depois, já adulto, passei a entender e o Zé fazia questão de dar atenção a cada pessoa que o parasse, em qualquer lugar. Ele era querido por todos, por isso esta exposição é para todos. Se a ideia é que as pessoas possam vislumbrar o que era o Zé no seu íntimo, não posso colocar impedimentos para tal emoção”, afirma Olin.

Na mostra, o público irá comprovar também a relação latente do artista com a religião. “A casa do Zé parecia uma pequena igreja com colunas de gesso, obras de anjos esculpidas em madeira e em todos os estilos. Ele rezava todas as noites no seu altar, beijava todos os santos antes de sair, orava pela família e pelos amigos”, lembra Olin, enfatizando que a fé terá um espaço privilegiado na exposição. Além das relíquias, a mostra traz objetos simples, mas de grande valor sentimental agregado, a exemplo de uma caneca com o escrito ‘super mãe’, que pertencia à mãe de Zezinho.

Religiosidade de Corrêa também será abordada na mostra (Foto: Divulgação)

Figura paterna

Entre tantos feitos, Zezinho Corrêa sempre será lembrado como líder do grupo Carrapicho, ainda na década de 90, quando fez soar mundialmente o “Tic Tic Tac” do povo amazonense. No entanto, poucos conheciam o filho de Izaura, o pai de Olin e de Bruna, o avô e o “Zé” dos amigos. Os registros fotográficos em exposição vão permitir o encontro entre o público e a história de vida de Zezinho.

“Vai muito além da arte e da cultura amazonense: a exposição é um mergulho na vida íntima do Zé. Quero que as pessoas vejam o que eu via todos os dias, que suas mentes estejam abertas para um horizonte de possibilidades, além da música. Que ele era apaixonado pelo Amazonas, todos sabem, agora, vão conhecer sobre a sua infância, o início da carreira no teatro, o nascimento do Carrapicho, o amor pela família e por Deus. Muitos sonhos realizados e outros interrompidos”, conclui o filho.

Serviço

O quê: Exposição “Amazonas, Rio da Minha Vida – A Arte de Zezinho Corrêa”

Onde: Casa Luppi (Rua Ferreira Pena, 139, Centro de Manaus)

Quando: 23 de outubro a 21 de novembro (de quinta-feira a domingo, das 16h às 21h)

Entrada: Gratuita

 



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