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CULTURA

Visitação em museus do Amazonas registra aumento de 59%, diz Secretaria de Cultura

Segundo dados da SEC, o mês de janeiro é o que apresenta os maiores índices de visitação. Um dos destaques é a Pinacoteca do Estado 03/09/2018 às 17:20
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Foto: Jair Araújo
acritica.com Manaus (AM)

Mais de 100 mil visitantes passaram pelos nove museus administrados pela Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas (SEC), de outubro de 2017 a julho de 2018. O número é 59% maior do que o registrado em igual período, entre os anos de 2016 e 2017. Ao todo, foram 111.698 visitas aos espaços, que contam parte da história amazonense por meio de relíquias de todos os tipos. Desse total, 25% são amazonenses, o que representa, aproximadamente, 28 mil visitantes.

O mês de janeiro é o que apresenta os maiores índices de visitação, totalizando 45.701, se somados o Museu da Numismática, Pinacoteca, Museu da Imagem e do Som, Museu da Arqueologia, Museu Tiradentes, Museu do Homem do Norte, Museu Casa Eduardo Ribeiro, Museu do Seringal e Museu do Teatro Amazonas. A quantidade é maior nesta época devido às férias escolares e ao número elevado de turistas nacionais e estrangeiros.

Centro histórico

Cinco dos nove museus funcionam no Palacete Provincial, localizado na Praça Heliodoro Balbi, conhecida como Praça da Polícia, no Centro, zona sul de Manaus. Um dos destaques é a Pinacoteca do Estado, que foi fundada há mais de 60 anos e, atualmente, conta com cerca de 300 obras de artistas do Brasil e de outros países, das quais 105 são amazonenses. Em março, a exposição ganhou novo roteiro, com a curadoria do artista plástico Óscar Ramos, que adotou uma ordem cronológica para as obras, com o objetivo de tornar a exposição mais didática e compreensível especialmente para estudantes e pesquisadores, público recorrente no local.

“Resolvi arrumar dessa forma para facilitar o entendimento. A sequência inicia com as obras do século 19, passa pelo Clube da Madrugada, que para mim é importantíssimo, pois eu sou um dos fundadores do Clube da Madrugada; continua com o modernismo, até chegar à atualidade. Muita gente vem porque é bonito ver as paredes todas ocupadas com tão belas cores, com o trabalho tão atencioso de cada artista. Mas também é muito incômodo você olhar e não saber o quê que você está vendo. Na maioria das vezes, é isso que acontece. As pessoas gostam, acham bonito, mas se sentem mal de não saberem do que se trata”, explicou o artista.

De acordo com o curador, o público infantil também ganhou com a nova organização. “Eu via sempre as turmas chegarem e o que mais me preocupava era os menores, porque os adolescentes se viram. Mas as crianças e os pré-adolescentes, eu tenho impressão que eles têm mais necessidade. Eles são mais curiosos, eles escavam mais. E a nova disposição das obras contribui para o aprendizado”, pontuou.

Mais visitado

Diretamente ligado à história da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), o Museu Tiradentes, que também funciona no Palacete Provincial, recebeu 22.217 visitas entre outubro de 2017 e julho de 2018. Só em janeiro deste ano, foram mais de 9 mil visitantes. O espaço possui dois salões repletos de raridades relacionadas à trajetória da corporação, como a bandeira levada para a Guerra de Canudos em 1896, comendas, espadas, fardamentos e outros itens.

“É um museu que abriga todo o acervo original do Comando Geral da PMAM. Alguns mobiliários de época são originais, e o que chama muita atenção são as nossas armaduras, que são do final do século 16. O nosso histórico artístico e cultural é muito interessante. Temos alguns adereços e acessórios militares que a gente oportuniza ao visitante experimentar, para ter aquela sensação de uma época passada. Hoje em dia, os espaços culturais estão mais interativos, possibilitando novas atividades para o visitante em geral”, afirmou a gerente do Museu Tiradentes, Aline Santana.

Para a gerente, o acervo dos museus do Amazonas está entre os mais completos e interessantes do Brasil. “O amazonense tem em mãos um belo equipamento cultural, o nosso patrimônio, que é muito importante. E é tudo gratuito! Nós oferecemos atividades didático-pedagógicas, de conhecimento, de entretenimento e basta o visitante chegar e se apropriar do museu, um espaço que é dele”, afirmou a gestora do espaço.

Mais opções no Palacete

Inaugurado em novembro de 2000, o Museu da Imagem e do Som apresenta um acervo com mais de 200 mil peças, como equipamentos de fotografia, cinema, música, televisão, rádio. Raridades como discos de vinil, fitas cassete, películas de vídeo e partituras musicais podem ser encontradas. A mais antiga das 101 câmeras fotográficas de diversas épocas data de 1860.

No Museu da Numismática Bernardo Ramos é possível encontrar moedas e cédulas dos cinco continentes, além de exemplares do dinheiro nacional, desde o Brasil Império. Móveis, medalhas, condecorações, selos, cartões-postais, fichas telefônicas, quadros, máquina registradora, máquina de somar, livros, fotografias, documentos, placas, busto, boletins numismáticos e uma pequena biblioteca especializada também fazem parte da coleção, que contém mais de 35 mil peças.

Fechando o passeio oferecido no Palacete Provincial, o Museu de Arqueologia Alfredo Mendonça e Souza apresenta a cultura material resgatada na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, artefatos em pedra (líticos) e fragmentos cerâmicos de grupos ágrafos que habitaram Amazonas, no Período Pré-Colonial.

O Palacete Provincial abre as portas ao público todos os dias, das 9h às 14h, para visita guiada a todos os espaços, gratuitamente.

Outros espaços

O Museu Casa Eduardo Ribeiro funciona na rua José Clemente, 322, Centro, e possui uma exposição permanente de mobiliário residencial de época, objetos de uso pessoal e de arte que recriam o modo de vida do final do 19 e início do século 20. Também conta com um acervo textual composto por documentos digitalizados, de caráter pessoal e profissional. O local funciona todos os dias, de 9h às 14h, com entrada gratuita.

No Museu do Homem do Norte, o conjunto de peças mostra as técnicas de trabalho, o dia-a-dia das populações amazônidas, meios de transporte, habitações, alimentação, festas, artesanato, religiosidade, mitos e ritos, além de importante acervo arqueológico. Também conta com o Cine Silvino Santos, em homenagem ao fotógrafo e pioneiro do cinema na Amazônia. O acesso é gratuito e o funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h; sábado, das 13h às 20h; e domingo, das 9h às 13h.

O Teatro Amazonas também dispõe de um museu, criado com o objetivo de mostrar peças raras e equipamentos utilizados em tempos mais antigos, no teatro. Com acervo histórico e artístico, o museu contém objetos de uso pessoal de artistas, como as sapatilhas dos bailarinos Margot Fonteyn, Marcelo Mourão Gomes, Ana Laguna e Mikhail Baryshinikov, além de vasos de porcelana, jarros ingleses, escarradeiras holandesas em porcelana, lâmpadas de 1896 e materiais como programas de espetáculos do final do século 19. São 923 peças expostas e 130 em reserva técnica, organizadas conforme padrões modernos e guias bilíngues. A visitação é gratuita de terça-feira a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e segundas, das 9h às 14h.

O Museu do Seringal Vila Paraíso apresenta o modo de ser e viver do homem do seringal. Inaugurado em agosto de 2002, o local mostra a era de ouro do Ciclo da Borracha, com móveis e utensílios que testemunham a riqueza dos seringais no auge da valorização econômica da borracha. Está localizado no igarapé São João, afluente do igarapé do Tarumã Mirim, zona rural, com acesso somente por via fluvial. O museu funciona todos os dias, das 8h às 16h. Informações sobre ingressos podem ser obtidas pelos telefones 99275-4646 e 99603-7086.

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