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Vivas para ‘Alice’: Clássico de 150 anos ganha homenagens na capital amazonense

Exposições, lançamento de livro e leitura de peça celebram a obra em Manaus 31/07/2015 às 11:38
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Arte da HQ “Alice in Badland” será apresentada em exposição
Jony Clay Borges Manaus (AM)

As homenagens a “Alice no País das Maravilhas” em Manaus chegam ao auge na última semana deste mês de julho, quando se celebram os 150 anos da publicação da obra de Lewis Carroll (1832-1898). Além da exposição “Alice 150 Anos”, em cartaz desde o dia 2 na Livraria-Sebo & Espaço Cultural O Alienígena, novas exibições e lançamentos de livros na cidade se somam aos tributos ao grande clássico da literatura para crianças.

Uma das homenagens a “Alice” em Manaus virá em forma de livro. “Alice Cordel”, que será lançado nesta sexta-feira (31), às 19h30, n’O Alienígena, em edição da Valer Editora, traduz a narrativa fabulosa do clássico de 1865 na tradição da literatura de cordel. A façanha é do escritor e dramaturgo amazonense Jorge Bandeira, apreciador da forma literária mais cultivada no Nordeste do Brasil. “Gosto de escrever nesse gênero, e com ele foi possível dar uma musicalidade brasileira à obra do Lewis Carroll”, declara ele.

Em sua adaptação, Bandeira buscou ser fiel ao original. “Embora seja uma narrativa nonsense, busquei manter a linearidade da história, seguindo a trajetória de Alice e dos personagens que ela vai encontrando no caminho. Mantive todos os principais, como o Coelho Branco, o Chapeleiro Maluco, a Falsa Tartaruga”, explica ele, que desdobrou as aventuras de Alice em 200 estrofes de seis versos decassílabos, ou sextilhas, em cordel estilo “agalopado”. Outra preocupação, acrescenta o autor, foi manter a fluidez da narrativa: “Busquei atingir o público juvenil”.

Dedicado por Bandeira à filha Carolina, de 9 anos, “Alice Cordel” traz ainda ilustrações de Jorge Alencar. A edição é de Tenório Telles, e a apresentação é de Sérgio Freire. O livro, que terá tiragem de 1 mil exemplares, estará à venda por R$ 30. O lançamento terá coquetel e sessão de autógrafos, além de pocket show de Marcio Tinoco, vocalista da banda Black Code.

Ilustrações e peça

Além do livro, Jorge Bandeira homenageia “Alice no País das Maravilhas” com a exposição “Alice 150 Anos”. A mostra, que segue em cartaz até o dia 10 de agosto, reúne ampliações dos desenhos originais de Tenniel, mais ilustrações de Jorge Alencar para “Alice Cordel” e artes de Rakel Caminha, Daniel Atroch, Tiago Atroch e Syndd Ramos. Além da exibição em si, a mostra teve atividades paralelas, incluindo a leitura dramatizada da peça “Alice Músculo + 2”, de Francis Madson, da Soufflé de Bodó Company, realizada na última quinta-feira (30).

Mais aventuras

Ainda na agenda está “Alice in Badland”, exposição de artes digitais e conceituais da história em quadrinhos (HQ) de mesmo nome, produzidas pelo artista visual Tamie Gadelha. A obra teve o primeiro de seus cinco capítulos previstos publicado em formato digital em maio passado. A mostra aberta ontem segue até 7 de agosto na Galeria de Artes da Ufam (GAU), reunindo 60 artes digitais e mais de 100 originais, traçando o processo de criação dos personagens da HQ dos esboços à versão definitiva.

“Alice in Badland” (ou “Alice em Terras Inóspitas”) tem roteiro de Alice Viana, tendo Rainer Canto e Saulo Oliveira como corroteiristas. A HQ dá sequência à saga de Alice após as aventuras no País das Maravilhas e no Outro Lado do Espelho, numa adaptação mais adulta e moderna, com referências ainda à Alice da vida real que inspirou o escritor, e à História. “Fizemos muita pesquisa. Nossa história é baseada na linha do tempo de Alice, do princípio, quando ela era criança, até o último episódio, com ela já adulta”, explica Alice, a autora, de 25 anos.

Em termos de arte, as ilustrações originais de John Tenniel (1820-1914) e Arthur Rackham (1867-1939) foram algumas das fontes inspiradoras, mas não só. “Outra das minhas inspirações foi Winsor McCay, ilustrador de ‘Little Nemo in Slumberland’. E pesquisamos livros de arte e História das culturas grega, egípcia, romana”, enumera Gadelha, 30, um dos idealizadores da HQ.

Em torno de “Alice in Badland” surgiu ainda o Sala 63, grupo de performance teatral formado por Alice, Gadelha e outros 13 alunos de Artes Plásticas da Ufam. O grupo usa fantasias baseadas nas personagens do quadrinho, alguns criados para a HQ. “Começou com a gente se fantasiando e criando historinhas meio nada a ver”, conta Gadelha. “Hoje o grupo ajuda a divulgar a HQ, mas também é um trabalho complementar do projeto”.

No ‘sonho’ de Shakespeare

E tem atração também para os pequenos: no espetáculo “As aventuras de Alice”, a ser encenado amanhã e domingo no Manaus Plaza Centro de Convenções, a ilustre personagem de Lewis Carroll adentra o universo de “Um sonho de uma noite de verão”. A montagem do companhia Faces & Disfarces tem direção de David Carlutio, com adaptação e produção de William Mello. No palco, os personagens dos dois clássicos se unem numa história cheia de emoção, romance e, claro, muita comédia.

Serviço

Expo “Alice 150 Anos”

Livraria-Sebo & Espaço Cultural O Alienígena, rua Lima Bacuri, 64C, Centro

Em cartaz até 10 de agosto, com visitação gratuita de seg. a sex., das 14h às 19h, e aos sábs., das 8h às 13h


Lançamento do livro “Alice Cordel”, de Jorge Bandeira

O Alienígena (endereço acima)

Sábado (1°), às 19h30

Entrada franca

 

Expo “Alice in Badland” + performance do Grupo Sala 63

Galeria de Artes da Universidade Federal do Amazonas (GAU), Campus Universitário, Coroado

Em cartaz até 7 de agosto, com  visitação gratuita de seg. a sex., das 15h às 19h. Performance + exibição no sáb., das 9h às 15h


Espetáculo “As aventuras de Alice”

Manaus Plaza Centro de Convenções, avenida Djalma Batista, 2.100, Chapada

Sábado (1°), às 19h, e dom., às 20h30

R$ 30 (meia-entrada)

Info pelos telefones (92) 99292-5557 e 3029-1010


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