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Zuenir Ventura é o novo imortal da Academia Brasileira de Letras

O jornalista e escritor de 83 anos recebeu 35 votos e foi eleito o novo ocupante da cadeira de número 32 da ABL. O Amazonense Thiago de Mello recebeu apenas um voto  30/10/2014 às 18:26
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Zuenir Ventura tem 83 anos e há 51 é casado com Mary Ventura, com quem tem dois filhos: Elisa e Mauro.
acritica.com* Rio de Janeiro (RJ)

A Academia Brasileira de Letras elegeu hoje, quinta-feira (30) o novo ocupante da Cadeira 32, na sucessão do Acadêmico, dramaturgo, poeta e romancista Ariano Suassuna, falecido no dia 23 de julho deste ano. O vencedor foi o jornalista e escritor Zuenir Ventura, que obteve 35 votos.

Votaram 18 Acadêmicos presentes e 19 por cartas. Concorreram com ele mais dois postulantes: o poeta e escritor amazonense Thiago de Mello e Olga Savary, que receberam um voto cada.

Os ocupantes anteriores da cadeira foram: Carlos de Laet – que escolheu como patrono o poeta, professor, jornalista, diplomata e teatrólogo Araújo Porto-Alegre –, Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo e Genolino Amado.

Biografia

Bacharel e licenciado em Letras Neolatinas, Zuenir Ventura é jornalista, ex-professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola Superior de Desenho Industrial, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

É colunista do jornal O Globo e ingressou no jornalismo como arquivista, em 1956. Nos anos 1960/61 conquistou bolsa de estudos para o Centro de Formação dos Jornalistas de Paris.

No fim de 1969, realizou para a Editora Abril uma série de 12 reportagens sobre “Os anos 60 – a década que mudou tudo”, posteriormente publicada em livro. Em 1971, voltou para a revista Visão, permanecendo como chefe de Redação da sucursal-Rio até 1977, quando se transferiu para a revista Veja, exercendo o mesmo cargo.

Em 1988, Zuenir Ventura lançou o livro 1968 - o ano que não terminou, cujas 48 edições já venderam mais de 400 mil exemplares. O livro serviu também de inspiração para a minissérie “Os anos rebeldes”, produzida pela TV Globo. O capítulo “Um herói solitário” inspirou o filme O homem que disse não, que o cineasta Olivier Horn realizou para a televisão francesa.

Em 1989, publicou no Jornal do Brasil a série de reportagens “O Acre de Chico Mendes”, que lhe valeu o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog. Em 1994, lançou Cidade partida, um livro-reportagem sobre a violência no Rio de Janeiro, traduzido na Itália, com o qual ganhou o Prêmio Jabuti de Reportagem.

Ao comentar sua série de reportagens sobre Chico Mendes e a Amazônia, The New York Review of Books classificou o autor como “um dos maiores jornalistas do Brasil”. A revista inglesa The Economist definiu-o como “um dos jornalistas que melhor observam o Brasil”.


*Do site da Academia Brasileira de Letras (ABL)


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