Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
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A festa começou: Garantido e Caprichoso duelam na arena

Boi Vermelho lembra promessa de sua origem e boi Azul conta história da festa



1.gif Garantido e Caprichoso brilham em Parintins
29/06/2013 às 12:00

O Garantido prossegue na jornada pela sua História como espetáculo “Resistência e fé”, que abre a segunda noite do 48º Festival Folclórico de Parintins. Como o título sugere, a apresentação do Vermelho no Bumbódromo, a partir das 20h deste sábado (29), vai enfocar a resistência cultural do boi-bumbá, superando a discriminação para chegar aos dias atuais, e a religiosidade da Baixa do São José, que está nas origens da criação do Boi pelo jovem Lindolfo Monteverde.

“Na segunda noite, o garoto Lindolfo se transforma em adolescente. Mais tarde, adoece, e é quando ele faz a promessa a São João Batista de colocar o boi todos os anos enquanto fosse vivo”, conta Chico Cardoso, da Comissão de Arte do Garantido.

Folclore e religião

A temática da segunda noite se materializa na arena na alegoria da Celebração Folclórica. Concebida por Ito Teixeira e Jonathan Marinho, a estrutura artística destaca a devoção do povo da Baixa do São José a figuras como São Benedito, São Pedro e São João Batista. “A Baixa era um panteão religioso, e é nesse ambiente que o Boi vai surgir”, destaca Fred Góes, da Comissão de Arte.

Entre os destaques do espetáculo estão ainda a Lenda Amazônica do Curupira, com alegoria de criação de Amarildo Teixeira; e o Ritual Marupiara, de Marialvo Brandão, que promete ser o apogeu da segunda noite vermelha.

“É um ritual de consagração, em que o Pajé seleciona 12 guerreiros para participar de sete provas de resistência (...) e escolher seu sucessor”, conta o artista. As provas, ele adianta, incluem enfrentar piranhas, tucandeiras, onças, jacarés e até espíritos – todos surgirão na alegoria ao lado dos guerreiros, para delírio dos torcedores no Bumbódromo.

CAPRICHOSO

Denominada de “Cem anos de Folclore”, o Boi Caprichoso fecha a segunda noite de apresentações relembrando os últimos 50 anos da festa. Cercado de surpresas e mistérios, as apresentações serão embaladas ao som das toadas de sucesso do boi azul e branco. 

A apresentação deste sábado terá como mote o desenvolvimento do Boi Caprichoso no decorrer das últimas décadas. Na arena, os brincantes poderão conferir como a cultura popular de Parintins rompeu fronteiras e conquistou torcedores apaixonados.

Na tentativa de não cansar o público, alegorias e figurinos especiais foram confeccionados para esta noite. A intenção, segundo o diretor de Arena do Caprichoso, Edvan Oliveira, é compactar 50 anos em duas horas e meia de apresentação.

Guerras e pajelança

O espetáculo contará com interpretações como a guerra entre os índios Muduruku e os guerreiros Mura, além do pesadelo envolvendo monstros das águas e os navegantes parintinenses.

 Aponta-se com o momento especial da noite o surgimento do Pajé Valdir Santana, que terá uma conversa sobrenatural com Tupã. Durante essa encenação, o pajé lamentará a cobiça do branco e os pescadores caboclos que transformaram a esperança em poesia e sonhos. Há expectativa também quanto a foclorização da fantasia de uma outra Amazônia e a homenagem a São Pedro.

A Marujada de Guerra terá presença marcante nesta segunda noite. O tambor dos marujeiros deve se sobrepor durante vários momentos da noite, lembrando as toadas mais queridas dos brincantes da Francesa.

A promessa dos artistas do azul para este segundo ato é que os simpatizantes do Caprichoso não fiquem parados com a apresentação na arena.

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