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Especial
TERRITÓRIO DO DOMINÓ

Campeão da Copa A CRÍTICA quer trazer mais um título para o bairro Santa Luzia

Com duas duplas campeões vindas de lá, bairro Santa Luzia é o celeiro do dominó amazonense 08/06/2018 às 18:57
Show aldevan domin
Amigos se reúnem no Lanche do Pavão há mais de 20 anos, e já conquistaram vários títulos no dominó. (Fotos: Antônio Lima/A crítica)
Jéssica Santos Manaus - AM

O bairro de Santa Luzia, localizado na Zona Sul de Manaus, possui somente algumas ruas, mas numa delas, especificamente na rua Guanabara, concentram-se grandes jogadores de dominó de Manaus há mais de 20 anos. Vários campeões do jogo das pedras vieram do bairro, incluindo as duplas Ademir da Costa e Zé Rodrigues; e Adelson Andrade e Aldevan Amaral. Com tanta tradição, o plano para a 6ª Copa A CRÍTICA de dominó é trazer mais um título para o bairro.

“Apesar do nosso bairro ser pequeno, em termo de área, a demanda de bons jogadores de dominó é grande. Aqui é o celeiro do dominó de Manaus. Que me perdoe os outros bairros, mas aqui nós temos muitos bons jogadores, é tradição”, ressalta Aldevan, que foi campeão da 4ª edição da Copa A CRÍTICA de dominó.

Aldevan explica que a turma do dominó, que se reúne no lanche do Pavão, na rua Guanabara, é composta por moradores do Santa Luzia e por alguns das redondezas. “Noventa por cento dos jogadores da rua moram aqui no bairro. Inclusive, daqui saíram vários campeões de dominó. Na Copa A CRÍTICA, além da vitória que tive com meu pai (Adelson), tivemos o Ademir e o Zé Rodrigues, que moravam no bairro e sempre jogaram aqui, ainda jogam, e fazem parte da família Santa Luzia”, conta ele.

A história do dominó no bairro é bem antiga. “O dominó aqui é tradicional mesmo, deve ter uns 40 anos. Nossos pais  e até nossos avós jogavam aqui, e nos últimos 20 anos, nos reunimos aqui, no lanche do Pavão”, conta Adelvan.

A paixão pelo dominó é tanta, que mesmo com a chegada da internet, de várias tecnologias e novas formas de entretenimento, os jogos no bairro não acabam, nem diminuem. “A nossa paixão permanece. Nós jogamos de segunda a segunda, às vezes, nós jogamos até de madrugada na sexta, dependendo da quantidade de pessoas que vêm, mas todos os dias jogamos aqui”, conta ele.


Busca pelo bi
Aldevan foi campeão da Copa A CRÍTICA fazendo dupla com o seu pai Adelson, em 2011. Neste ano, entretanto, Aldevan não queria participar porque seu pai fez uma cirurgia nos olhos e não poderia fazer dupla com ele, mas, por insistência de alguns amigos do bairro, o jogador se inscreveu. “Foi uma felicidade gigante, algo muito lindo e inesquecível ter vencido com o meu pai, só queria participar se fosse com ele, mas me inscrevi com um amigo, o Kleves, e a minha expectativa para o campeonato é a melhor possível porque o Kleves é um jogador que está à altura do meu pai, sabe jogar muito bem, é expert em dominó, então, por isso, temos o otimismo de que vamos chegar à final e, quem sabe, conquistar mais um título”, ressalta.


Destino
Em 2011, Aldevan venceu a 4ª edição da Copa A CRÍTICA de dominó, ao lado do seu pai, Adelson, e conta que alguns fatores poderiam ter tirado os dois das disputas, mas eles ganharam o grande prêmio. “Nós nos inscrevemos na última hora e durante o campeonato eu dormi até mais tarde, e se não fosse meu pai ir à minha casa me acordar, não teríamos sido campeões”.

O canto dos amigos

Os reconhecidos jogadores de dominó do bairro Santa Luzia se reúnem num pequeno lanche conhecido como “Lanche do Pavão”, na rua Guanabara. O lanche foi criado com esse intuito mesmo: reunir os amantes das pedras. 

Primeiro, os amigos se reuniam num bar próximo para jogar dominó, mas o dono do local decidiu fechar o bar, após sofrer um acidente. A história só não ficou mais triste porque um dos amigos da turma, Inaldo, ou “Pavão”, como é conhecido, decidiu não deixar o dominó morrer, fazendo um espaço em frente à sua casa. No local, foi feito um pequeno lanche, com algumas cadeiras e mesas, que fazem a festa dos amigos do dominó todos os dias. 
“Nós nos reunimos e resolvemos fazer essa estrutura para ficarmos aqui. Jogamos dominó, tomamos uma cervejinha, assistimos a jogos e, através do dominó, fazemos muitos outros amigos, uma família, que se reúne a partir das quatro da tarde, sem hora pra acabar, todos os dias”, explica Pavão.

O local não leva nenhum nome na fachada. “Aqui é um ambiente familiar, feito só para a gente. Às vezes vem gente de fora, mas não vendo bebida para outras pessoas, só para os amigos, que são recebidos sempre com atenção, sejam eles antigos ou novos amigos”, disse.

Pavão tem orgulho dos colegas campeões. “Eles representam nosso bairro, brincam humildemente, e nós nos sentimos  orgulhosos”.
 

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