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Garantido e Caprichoso dão show de emoção e fé em Parintins

Bumbás encerram festival dos 100 anos chamando a galera para brincar de boi 01/07/2013 às 10:24
Show 1
Garantido e Caprichoso encerram festival dos 100 anos em Parintins
Mariana Lima e Jony Clay Borges ---

Grandiosidade foi a palavra de ordem nas duas últimas noites de apresentações do Boi Caprichoso. Com alegorias gigantescas, mas sem esquecer das raízes e de mostrar os novos brincantes, o Boi da Francesa realizou um verdadeiro espetáculo nas três noites de Festival.

Durante a segunda noite, o levantador de toadas David Assayag deu início a apresentação do Caprichoso coma ajuda de uma pequena garota, aluna da escolinha de artes do boi. A garota arrancou suspiros da arquibancada que foi às lágrimas quando David concluiu com trecho do hino nacional brasileiro.

Na apresentação, um show de vanguardismo. A Cunhã-Poranga Maria Azêdo saiu de dentro da alegoria que representava a cobra grande, com uma indumentária que lembrava um réptil.

Neste domingo (30), o Caprichoso iniciou a apresentação homenageando personalidades importantes para a história do boi. Na arena, todos cantaram a música “Nossa Senhora”, de autoria do cantor Roberto Carlos, pedindo proteção a Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins.

O maior destaque da noite ficou por conta da última alegoria da noite, do artista Ozéas Bendes. Feita por diversos módulos, a alegoria que trazia o pajé era formada por bonecos gigantes representando lendários homens largatos e jacarés. O cenário era finalizado com um boneco gigante que sobrevoava a arena coma ajuda de um guindaste. Um êxtase para os olhos.

GARANTIDO

O Garantido deixou para trás os percalços da noite de abertura e brindou os torcedores com uma apresentação a um só tempo técnica e repleta de emoção no segundo dia do 48º Festival Folclórico de Parintins. Como tema “Resistência e fé”, o bumbá evocou a religiosidade da Baixa do São José, berço do fundador Lindolfo Monteverde, e a força da cultura do boi-bumbá, atravessando gerações até nossos dias.

Ao som de “Vermelho” executada por um violinista, o apresentador Israel Paulain agradeceu a S. João Batista pelas bênçãos alcançadas, ambos elevados no céu a bordo da insígnia do Garantido, numa abertura comovente. O folclore e a religiosidade deram a tônica da primeira parte do show, com um panteão de santos surgindo na Celebração Folclórica de Antonio Cansanção. Lindolfo e seu boizinho de curuatá foram presença constante na noite. O levantador Sebastião Jr. de novo foi responsável por momentos de furor, um deles ao executar numa flauta a célebre “Lamento de raça”.

A Lenda do Curupira, de Francinaldo Guerreiro, deslumbrou os torcedores, apesar do sufoco causado por uma ameaça de incêndio, logo controlado pelos bombeiros. Mas o grande momento da noite ficou para o Ritual Marupiara, de Jairzinho Mendes: vibrante, ágil e surpreendente, a alegoria arrepiou os fãs no apogeu do Vermelho.

Neste domingo (30), por fim, o bumbá defendeu o tema “Resistência e consagração”, numa noite grandiosa e comovente que encerrou a trilogia “Garantido, o Boi do Centenário”.

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