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Itens dos bois conciliam a vida profissional com o amor pelo Festival Folclórico de Parintins

Os integrantes dos bois Garantido e Caprichoso têm que se virar nos 30 para que no dia da apresentação nada dê errado 25/06/2013 às 13:13
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André Nascimento divide atuação no Garantido com a Fisioterapia
Jhonny Lima ---

O amor pelos bois Garantido e Caprichoso leva muitos brincantes a conciliar seus trabalhos convencionais ou “bicos” aos preparativos do Festival Folclórico de Parintins, coisa que para eles não é nenhum sacrifício. Entre um ensaio e outro, atendimento ao público, serviço na construção civil entre outras atividades, vale tudo para que no dia da apresentação nada dê errado.

Marujada

O diretor e comandante da Marujada de Guerra do boi-bumbá Caprichoso, Flávio de Lima Matos, 60, conhecido como “Vela” divide seu dia como supervisor dos Correios, onde trabalha há 38 anos, com os ensaios técnicos do boi Caprichoso. No ramo folclórico ele é responsável por dar sustentação rítmica à apresentação e comanda aproximadamente 400 componentes que dão cadência e harmonia às toadas.

Mas no campo profissional, Vela, que é um aposentado que continua na ativa dos Correios, ainda tem gás suficiente para exercer outra função de igual importância: a de supervisor. Caboclo da terra, ele sabe da responsabilidade de supervisionar sete funcionários que fazem a triagem de todas as correspondências que chegam em Parintins.

O amor pelo boi com a estrela na testa ele cultiva desde sempre “A marujada é o coração do boi. É um item coletivo que leva emoção tanto a quem assiste, quanto a quem evolui”, declarou Vela ao acrescentar que hoje em dia dá para conciliar as duas funções, mas que antes era difícil porque tinha que estudar as toadas e passar para a marujada de guerra e isso afetava o rendimento tanto na apresentação do boi quando suas atividades exercidas nos Correios. “A vontade de ganhar, de gostar do boi, a gente consegue conciliar”, explicou Flávio que há 36 anos defende as cores do boi Azul e Branco.

Fisioterapeuta

Defendendo um dos itens individuais mais importantes do Festival de Parintins, Pajé, o fisioterapeuta André Nascimento, 33, sabe que terá uma responsabilidade para evoluir e agradar a todos. Conciliar o lado profissional com o folclórico não é fácil para ele e, para que tudo transcorra como o esperado, teve que se licenciar por 15 dias da função como profissional de fisioterapia, para dedicar-se inteiramente ao boi-bumbá Garantido.

“Estou me dedicando muito ao boi, porque o pajé assume uma importância muito grande na apresentação. Estou há alguns dias sem dormir porque estou ansioso”, confessou André.

Como fisioterapeuta, além dos atendimentos particulares, ele também atua na área social do Garantido para os amantes do Boi encarnado e à comunidade. “Fazia atendimento gratuito às comunidades carentes. Nós, parintinenses, sabemos como é precário o sistema de saúde aqui. Estou feliz em poder ajudar o próximo”, declarou André Nascimento ao ressaltar que até o ano passado trabalhava na comunidade Zé-Açu (interior de Parintins) e que neste ano voltou a atender no município.

Amor de berço

No Festival Folclórico deste ano, o pajé André Nascimento completa 15 anos de atuação na arena. O amor pelo boi vermelho vem de berço. Ele sempre morou na Baixa do São José, de onde se considera morador da comunidade encarnada.

O corre-corre dos dias que antecedem o festival provocado pelo acúmulo de funções também marca, num ritmo menos acelerado, a vida do fisioterapeuta-pajé nos outros meses do ano.  Isso ocorre porque o boi-bumbá recebe convites para fazer apresentações em outros Estados. E já fez fora do Brasil em países, como Itália, França e EUA.

 

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