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Jurados chegam nesta sexta-feira (28), em Parintins

Júri vem dos Estados da Bahia, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte. Objetos que possam causar ferimentos aos frequentadores é listada pela comissão do evento 28/06/2013 às 12:51
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Presidentes do Caprichoso, Marcia Baranda, e do Garantido, Telo Pinto, enviaram seis fiscais a três Estados para escolher os jurados
JONAS SANTOS ---

Os jurados do 48º Festival Folclórico de Parintins chegam nesta sexta-feira (28) à cidade. Nesta quinta-feira (27), a comissão de fiscais, eleita para selecionar o júri, definia o horário mais apropriado de vôo para Manaus e depois Parintins. Um impasse que ocorreu entre os fiscais Dernando Reis (Caprichoso) e Mário Felipe Junior (Garantido), que foram ao Estado da Bahia, atrasou a composição da comissão julgadora. Não havia um entendimento quanto ao critério de análise de currículos dos postulantes ao cargo de julgador. Além da Bahia, os jurados são dos Estados de Mato Grosso do Sul e do Rio Grande do Norte.

Nesta quinta-feira, por telefone, o fiscal Jender Lobato, do Caprichoso, que forma dupla com Elcy Simões Junior, do boi vermelho, no Estado do Mato Grosso do Sul, tinham fechado a lista de quatro jurados. Mato Grosso Sul disponibilizará o presidente da comissão, conforme acertado em sorteio com os dirigentes dos bumbás. Lá também houve desentendimento. “Para o bem do festival decidimos resolver a questão e já fechamos aqui a lista dos julgadores. Estaremos viajando hoje (nesta quinta) mesmo para Manaus e deveremos chegar a capital por volta das 23h”, disse Lobato.

Na Bahia, a indefinição dos nomes dos jurados já durava dois dias. Nesta quinta-feira, o presidente do Boi Garantido, Telo Pinto, e a presidente do Caprichoso, Márcia Baranda, foram informados sobre o problema. “Agente está resolvendo isso e eles (jurados) estão chegando”, afirmou Márcia Baranda. “Eu não posso falar agora. Já repassei tudo que aconteceu aqui ao presidente Telo. Mas agora já estamos definindo”, disse Felipe Júnior.

Jovana Araújo, representante do Caprichoso, que está com Karina Moreno, do Garantido, no Estado do Rio Grande do Norte, informou que a situação seria revolvida e que a escolha aconteceria nesta quinta. “Estamos avaliando os nomes dos jurados” disse.

Jurada já teve que se mudar de Parintins

Houve uma época em os jurados do Festival Folclórico de Parintins eram moradores da própria cidade, como é o caso do pastor evangélico Paulo Vitorino de Menezes, 75, do bancário Marcos Cohen, 61, e do comerciante Raimundo Teixeira Gama, 70, o “Parafuso”. Isso ocorreu até 1985, quando o boi Caprichoso venceu o festival em meio a polêmica e protestos.

Nesse ano, a jurada Maria de Lourdes Bagatelli, que também era de Parintins, foi acusada pelos dirigentes do Garantido de atribuir todas as notas máximas ao Caprichoso e os pontos mínimos ao bumbá vermelho e branco, impedindo o Garantido de conquistar o hexacampeonato.

“A acusação que fazem contra a Bagatelli não tem fundamento. Ela foi acusada inocentemente. Quem deu 5 para o Caprichoso e 1 para o Garantido fui eu”, revela Raimundo Parafuso, que hoje comanda uma loja, ao lado da agência do Bradesco, no Centro. “Aquilo foi um acerto de contas. Eles (Garantido) foram pentacampeões injustamente em 1984 e decidi vingar neste ano”, disse o ex-jurado. As notas não eram fracionadas e os jurados votavam em todos os itens oficiais.

A torcida do Garantido protestou nas ruas e apedrejaram as casas da professora e a de Parafuso. “Eles foram para a rua Sá Peixoto onde eu morava. Me escondi debaixo do assoalho, com uma espingarda e mandei a minha família ir para o fundo do quintal. O pessoal do Garantido passou derrubando a porta de casa, mas não entraram”, lembrou Parafuso. Depois disso, a professora se mudou para Manaus. Paulo e Raimundo moram em Parintins e Marcos reside na capital.

Nessa época o festival ocorria nos dias 28, 29 e 30 de junho. “Eram três jurados por noite. Numa noite ficou eu, o parafuso e Paulo”, conta Marcos. Em uma noite apenas com as notas de Parafuso, o Caprichoso já tinha 360 pontos contra 32 do adversário.

Divisor

Parintins começou a convidar jurados de fora dos Estados da Região Norte, a partir de 1987, segundo Socorro Lopes, fiscal do Caprichoso. “Esse ano da Bagatelli foi um divisor de águas. A partir daí, e do ano seguinte, não convidamos mais jurados da Região Norte. Em 1986 os jurados ainda eram de Manaus, mas também não deu certo porque o jurado João Batista votou em favor do Garantido”, disse Socorro.

O apresentador Paulinho Faria afirmou que o ano que não aceitaram jurados do Norte foi em 1986 e não 1987. “O Garantido estava impecável em 1985 e foi uma grande injustiça. A partir de 1986 nunca mais os jurados foram da Região Norte, porque alguém sempre teria preferência por um dos bois”, disse primeiro apresentador do Garantido.

Hoje, uma comissão formada por seis membros, sendo três do Caprichoso e três do Garantido viajam para Estados das regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste para selecionar as dez pessoas que irão decidir qual dos bumbás é o campeão.

Objetos proibidos no festival

A entrada de objetos no Bumbódromo que possam causar ferimentos será proibida durante as três noites de apresentação dos bois Caprichoso e Garantido. A comissão organizadora do evento listou uma série de itens que estão vetados.

Não podem entrar no complexo cultural pessoas com guardas-chuvas com haste de metal. O veto atinge também suporte de bandeiras de material contundente. Os amantes dos bumbás de Parintins também não poderão acessar arquibancadas e camarotes portando garrafas ou copos de vidro. Outro objeto que está proibido é o megafone.

Os motociclistas da Ilha terão que deixar os seus capacetes fora do bumbódromo. O equipamento de segurança consta da lista distribuída pela comissão de segurança do festival.

A lista de materiais proibidos nas dependências do complexo é formada ainda por armas de fogo; armas de arremesso; armas brancas, armas destinadas a projetar substâncias tóxicas, asfixiantes ou corrosivas. Inclui também substâncias ou engenhos explosivos ou pirotécnicos como foguetes. O veto atinge dardos, seringas e martelos e extintores.

Cerca de mil agentes das policiais Civil, Militar, Federal, Corpo de Bombeiros e Detran participam da operação de segurança.

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