Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
Captação

Manaus usa 950 milhões de litros de água por dia e mais da metade vem do Rio Negro

No Dia da Água, Portal A Crítica desvenda sistema de abastecimento que atende 2 milhões de habitantes na capital



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O Complexo Ponta da Lajes abastece quase 500 mil pessoas na Zona Leste de Manaus. Foto: Euzivaldo Queiroz
21/03/2019 às 21:50

O Rio Negro faz parte da maior bacia de água doce do mundo e é dele que são retirados mais da metade dos 950 milhões de litros para abastecer os moradores da área urbana de Manaus. O montante diário chega até as Estações de Tratamento de Água (ETA’s), administradas pela Águas de Manaus, através de bombas de captação, instaladas a uma profundidade de 30 metros.

Outra parte da captação de água em Manaus vem dos Centros de Produção de Águas Subterrâneas (CPAs). Os dois processos são responsáveis pelo abastecimento de 98% da área urbana da cidade, disponibilizando água tratada para dois milhões de pessoas em Manaus. 

No Rio Negro, a captação é feita em quatro estações de tratamento.  As ETA’s 1 e 2, localizadas no Complexo Ponta do Ismael, bairro da Compensa; o sistema de captação e tratamento de água da Ponta das Lajes, na Zona Leste; e a ETA Mauazinho, na Zona Sul da capital. As quatro juntas retiram mais de 9 mil litros de água por segundo do rio.

De acordo com o  diretor presidente da concessionária, Renato Medicis, tudo o que é captado hoje é suficiente para abastecer a população de uma Manaus e meia. “As captações na Ponta do Ismael, Ponta das Lajes e Mauazinho respondem por mais de 90% da água que é produzida e distribuída na cidade. Neste ponto, estamos bem servidos”, explica.

Águas subterrâneas

O restante da água é retirada dos 41 Centros de Produção de Águas Subterrâneas (CPAs) em operação. Os poços profundos tem a capacidade de captar 1,5 mil litros por segundo. “A captação profunda através dos poços só é utilizada em situações isoladas. Geralmente, são locais muito distantes das ETA’s. Então, esse outro tipo de sistema resolve a situação”, pontuou Medicis.

Potencialidade

A estação da Ponta do Ismael faz a captação de 7 mil litros de água por segundo e abastece aproximadamente 70% da cidade. Ela fornece água tratada para as zonas Sul, Centro-Sul, Oeste, Centro-Oeste e Norte. Já a ETA Mauazinho produz 200 litros de água por segundo e atende ao Distrito Industrial.

O Complexo Ponta das Lajes (PDL), no bairro Colônia Antônio Aleixo, faz a captação de 2,5 mil litros de água por segundo. Esse montante atende cerca de 27% da cidade, beneficiando quase 500 mil pessoas na Zona Leste e partes da Zona Norte. As bombas de captação da PDL estão entre as maiores da América Latina.

A Ponta das Lajes integra o Programa Água para Manaus (Proama), que entrou em funcionamento no ano de 2013. O sistema foi assumido por uma concessionária privada em 2016 e hoje também está sob a responsabilidade da Águas de Manaus.

Além da captação, o Proama é formado por outros seis reservatórios nos bairros Tancredo Neves, Jorge Teixeira, São José 2, Cidade de Deus, Mutirão e Núcleo 23 da Cidade Nova. Sendo cada um com uma capacidade de reservar cinco milhões de litros.

Do Rio Negro para a população de Manaus

Após a etapa de tratamento, a água é transportada pelas adutoras até os reservatórios, onde é distribuída para outras unidades de reservação antes de chegar às residências. No geral, a cidade conta com 245 mil metros de adutoras de água tratada com tubulações de diâmetros que variam de 150 a 1,8 mil milímetros. Atualmente são 182 reservatórios com capacidade de armazenamento de 224 milhões de litros em toda cidade.

Outros cinco reservatórios devem ter as obras concluídas no primeiro semestre desse ano, o que vai aumentar a capacidade de reserva em aproximadamente 20 milhões de litros (volume correspondente ao de 40 mil caixas d’água de 500 litros), beneficiando 450 mil pessoas em Manaus.

Todo esse processo é monitorado pelo Centro de Controle Operacional (CCO), localizado na Ponta do Ismael e responsável por verificar a vazão, pressão de água e nível dos reservatórios durante 24 horas. “Hoje, toda a inteligência da empresa passa por aqui. Aqui a gente monitora todas as variáveis hidráulicas. Olhamos desde a água que está saindo do rio, até a que chega na casa do cliente”, afirmou o gerente de distribuição, Guilherme Giacometi .

A equipe do Controle Operacional também tem contato direto com os clientes, através das demandas e informações que chegam ao local por meio do Call Center da empresa. “Se aparecer uma reclamação de baixa pressão, um vazamento ou falta de água, a gente consegue verificar o problema aqui de dentro, ou mandar equipes até o local para verificar o que aconteceu. Essa é uma das nossas funções”, garantiu Giacometi.


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