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Ataque de Tubarão: Jucelino Maciel joga o Peladão desde 1974

Atacante nato e com chutes certeiros pra dentro do gol adversário, ele marcou 11 gols naquele ano, e inclusive já chegou a balançar a rede cinco vezes em um único jogo 02/10/2015 às 12:11
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Desde 1974 em campo, Tubarão exibe a carteira de 1979
EQUIPE PELADÃO 2015 ---

Conhecido como “Tubarão”, Jucelino Maciel dos Santos, hoje com 52 anos de vida, foi o primeiro artilheiro do Peladão Master, em 2004, quando foi campeão pelo time Os Normais.

Atacante nato e com chutes certeiros pra dentro do gol adversário, ele marcou 11 gols naquele ano, e inclusive já chegou a balançar a rede cinco vezes em um único jogo.

O Tubarão recebeu o apelido aos 15 anos quando levou uma bolada na boca e teve parte do dente quebrado.

“Na época eu jogava handebol e levei uma bolada. Minha boca começou a sangrar e o técnico pediu para parar, mas eu não quis e joguei assim mesmo. Foi quando ele lembrou do filme o Tubarão e disse que eu parecia um com sangue na boca”, explicou.

Morador do Parque Dez de Novembro, bairro da Zona Centro-Sul de Manaus, Tubarão é peça rara e bastante disputado pelos times do torneio. Jucelino já jogou por oito times amadores: Os Normais, América do Binha, Barcelona do Pacheco, Arsenal, Unidos do Parque Dez, Vilas, Léo Lima e o Confiança, time que defende este ano no torneio.

Fominha de bola, desde pequeno, com 14 anos ingressou no Peladão, em 1974 e é um dos únicos que possui até hoje a antiga carteirinha do torneio, de 1979, que é considerada uma relíquia. “Acho que sou o único que tem essa carteirinha”, disse o peladeiro.

Tubarão afirmou que ainda tem gás para jogar por, pelo menos, quatro anos. “Eu ainda corro muito e não penso em parar agora não. Acho que aguento uns três ou quatro anos ou mais ainda”, comentou.

Jucelino é um dos pupilos do ex-técnico do América, Amadeu Teixeira, que o descobriu e o trouxe para jogar no time. “Eu me profissionalizei aos 17 anos pelo América. O professor Amadeu me tirava do Juniores para jogar o profissional”, disse.

Além do América, Jucelino também foi um dos jogadores do Fast Clube e atuou ao lado do zagueiro Joãozinho. Ele parou profissionalmente de jogar em 1994, ano do tetra da seleção brasileira.

“Eu com 40 anos ainda fui convidado para jogar no Clipper, mas não fui”, revelou. Atualmente, ele e o grupo de amigos, a maioria de ex-profissionais do Amazonas, jogam todos os domingos, além dos jogos do Peladão, em campos de vários bairros na cidade.

“Pessoal liga para agente e nos convida a jogar nos campos. Todo domingo somos convidados e jogamos em um campo diferente”, disse.

No Peru ele também foi rei

Se no Brasil ele é conhecido como Tubarão, no Peru ele é o Maciel. Jucelino foi o coadjuvante em 1987, quando levou o Colégio Nacional de Iquitos (CNI) do Peru à Libertadores.

Ele foi destaque nos grandes jornais do Peru naquela época e guarda boas lembraças do jogo.

O CNI teve dois jogos na Libertadores, mas o grande “Maciel”, como era conhecidos pelos torcedores, não participou das partidas por causa de uma greve na companhia aérea do país.

“Quando nos classificamos, eu voltei pro Brasil e retornaria ao Peru uma semana depois para disputar a Libertadores, mas teve uma greve área e não tinha voo que fizesse Peru/Brasil, então não tive como ir”, explicou.

Tubarão explicou que atuou no time por dois anos. Ele foi levado por um empresário peruano que o viu jogando uma de suas partidas amadoras no CSU do Parque 10.

“Tinha um amigo meu, o Seleno, que é amazonense, que jogava no CNI. Então quando estava aqui no Brasil, ele me indicou e o empresário me viu jogando e gostou”, disse.

Jucelino jogou contra grandes clubes peruanos como Aliança Lima, LAU e Crista. Quando estava no Peru, ele ainda recebeu propostas para jogar em times da Grécia e Argentina, mas preferiu clubes do Brasil.


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