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Carnaval
DESCONTRAÇÃO

Autoridades do Amazonas se rendem à folia e relembram carnavais inesquecíveis

Vice-governador, presidente do Tribunal de Justiça e delegado-geral contam o que o período carnavalesco representa para eles 28/01/2018 às 17:44 - Atualizado em 28/01/2018 às 17:49
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À direita, o vice-governador Bosco Saraiva, em 1989, pela Escola de Samba Reino Unido (Fotos: Reprodução e Divulgação)
Paulo André Nunes Manaus (AM)

O Carnaval é uma manifestação popular tão poderosa que é capaz de concentrar personagens intimamente ligados a ele e que representam o poder em várias das suas esferas. Um dos grandes exemplos desse poder é o vice-governador do Estado e secretário de Segurança Pública Bosco Saraiva, 58, um dos fundadores da escola de samba Reino Unido da Liberdade, agremiação do qual também foi presidente e compositor.

“O Carnaval faz parte da minha vida, sou do Carnaval, é mais do que uma festa: é um estado de espírito, é a reunião de todos os estados de espírito do povo brasileiro, que é de uma alegria e coloridos constantes e permanentes apesar de todos os pesares, de uma miscigenação única que resultou nesse povo alegre”, afirma ele.

Saraiva percorreu todos os setores da Reino Unido desde a juventude. “No Carnaval eu percorri e desenvolvi alguma capacidade artística e musical, e conheci 90% dos artistas e pessoas das quais eu me relaciono hoje, que se tornaram grandes amigos meus. Compús alguns sambinhas”, disse o vice-governador e secretário da SSP, que guarda com carinho o desfile de 1989, quando a agremiação defendeu o enredo “Mãe Zulmira, o Amanhecer de Uma Raça”.

Saraiva revela que foi a escola de samba e o Carnaval que lhe ensinaram a relação com as massas e a organização institiva. “Dirigir uma escola de samba dá a nós uma preparação e uma capacidade de preparação de todo e qualquer evento”, reforça Bosco Saraiva, ressaltando que gosta do Carnaval de blocos como o das Piranhas. “Me alegro em ver essa alegria do povo, as cenas cotidianas desse período de Carnaval, de libertação que se conclui na Quarta de Cinzas”.

Ele garante que esse vai ser o Carnaval mais seguro da história do Amazonas em todos os cantos: “As forças de segurança do nosso Estado estarão todas dando cobertura para que o Carnaval seja, somente, uma grande festa. Vamos ter o Corpo de Bombeiros com as viaturas e carros de resgate nas festas e próximo a grandes movimentações, e nossa polícia aérea com helicópteros sobrevoando as grandes concentrações de escolas e blocos para informar as forças de prontidão em terra. Vamos proteger todos os blocos e escolas de samba da cidade”.

Justiça

Para o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Flávio Pascarelli, o “Carnaval tem o poder de transformar tristeza em alegria”. A prova disso, destaca ele, “é que o povo, no qual eu me incluo, brinca o carnaval independentemente da situação. O Carnaval é um momento de descontração e alegria”.

O desembargador conta já ter sido um folião de clubes e brincando nas festas, nos blocos de rua e até desfilando nas escolas de samba de Manaus e do Rio de Janeiro.


Ao centro, o presidente do TJ-AM, Flávio Pascarelli, com os músicos Lessa e Paulo Onça (Foto: Divulgação)

Recentemente, Pascarelli integrou o Projeto Conexão Samba Rio-Manaus, que une compositores e cantores de samba manauenses e cariocas. “Já produzimos um CD em parceria com o Paulo Onça e o Marquinho Lessa, do Rio de Janeiro. Nele temos dez músicas. Foi muito bom participar do projeto, sobretudo pela parceria. Comecei a compor no ano passado, convidado pelo Paulo Onça. De lá pra cá foram 40 sambas, gravados por cantores do RJ, entre eles o Xande de Pilares, Pedrinho da Flor, Juninho Thybau, Juliana e Mauro Diniz, Grupo Arruda, Arlindinho Cruz, e muitos outros além  do Onça e do Lessa. Com o Onça e outros quatro compositores, no ano passado, concorremos com um samba-enredo na Grande Rio e chegamos até a finalíssima”, explica o desembargador.

Delegado

Outro personagem identificado com o Carnaval amazonense é o delegado geral da Polícia Civil Mariolino Brito. Amante das escolas de samba e blocos de sujos, ele é frequentador de bandas como a do Jangadeiro, no Centro da cidade.

Para a autoridade policial, “o Carnaval é um período de muita alegria onde o espirito folião aflora em todas as raças que construíram esa nação, muito embora isso não seja um conceito geral”. “Há momentos de extrema felicidade onde você esquece as  dificuldades do dia a dia e vai sambar”, completa ele, que também é cantor.


Ao centro, o delegado-geral Mariolino Brito cantando na Banda do Jangadeiro (Foto: Divulgação)

Mariolino conta que viveu intensamente o Carnaval por muito tempo, inclusive compondo e concorrendo para sambas-enredos, como na Aparecida. “Mas eu sempre me mantive anônimo. Em 2000 eu compus um samba-enredo sobre a possibilidade do fim do mundo, mas não foi campeão”, destaca o delegado-geral.

Mariolino conta que seu Carnaval inesquecível foi em 1989 quando desfilou pela Reino Unido que homenageou Mãe Zulmira e foi campeã. “Teve o Carnaval do Hotel Cassina da Sem Compromisso (1983) com o  samba-enredo composto pelo Anibal Beça (já-falecido). Mas o Morro sempre foi a minha escola de participar ativamente. Depois passei a ser folião reservado, mais espectador de TV”, explica ele.

No Carnaval, analisa ele, uma das coisas mais interessantes para se ver são os “blocos de sujos pois eles têm uma energia diferente, a expontaneidade das pessoas e onde deixa de lado os seus preconceitos e você sai pintado, vestido de mulher, com ‘peitão’. É o magnetismo, a magia, é a história do Rei Baco. Eu me divirto”.

No quesito segurança, o delegado-geral destaca que “desde que o governador Amazonino Mendes assumiu se buscou priorizar a questão do público, e tudo o que tem sido feito é visando a segurança pública, para dar a sensação de segurança efetiva para as pessoas em todo o Estado”.

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