Domingo, 19 de Maio de 2019
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Banda da Bica: família mantém tradição na folia e legado deixado pelo lendário português

A Banda Independente da Confraria do Armando, a popular Bica, completa nesta temporada 30 anos presenteando com alegria e bom humor os seus mais fiéis brincantes, os populares 'biqueiros'



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Banda da Bica completa 30 anos no Carnaval 2016
06/01/2016 às 20:32

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A Banda da Bica é eterna para os seus foliões! E isso não é exagero, tanto que a família do imortal comerciante português Armando Soeiro faz questão de perpetuar o legado deixado pelo comerciante que entrou para a história do Carnaval amazonense.

“Manter esse legado deixado pelo meu pai é uma responsabilidade muito grande. É meio que uma obrigação prazerosa, e uma forma de preservar a memória dele, da banda e do próprio bar, pois bar e Bica são interligados. Dá muito trabalho, mas, no fim, o resultado é muito compensador”, explica Ana Cláudia Soeiro, uma das filhas de Armando.

Ela, junto com o marido Roberto Carvalho, comandam o estabelecimento que está localizado na rua 10 de Julho, no Largo São Sebastião, um dos cartões-postais de Manaus. Isso após a morte do pai - há quatro anos - e a vontade da mãe, a portuguesa Maria de Lourdes Soeiro Soares, 79, de ficar em casa cuidando dos netos Luís Henrique, 3, e Luís Felipe, de 1 ano e meio.

30 anos e bica

Conhecida pela irreverência e veia cômica dos seus participantes, a Banda Independente da Confraria do Armando, a popular Bica, completa nesta temporada 30 anos presenteando com alegria e bom humor os seus mais fiéis brincantes, os populares “biqueiros”.

Neste ano, a Banda da Bica será realizada curiosamente no próximo dia 30, no tradicional palco que é montado em frente ao próprio bar - a folia costuma receber um público médio de 50 mil pessoas segundo os organizadores. Bem diferente dos primeiros anos de banda, quando os frequentadores brincavam dentro do bar.

Como é tradicional todos os anos, a banda traz um tema irreverente, uma das fórmulas do seu sucesso. Neste ano, os biqueiros vão cantar a plenos pulmões que o “Bar do Armando é patrimônio cultural, mas continua metendo a Bica em político lalau”, numa alusão ao título de Patrimônio Cultural Imaterial do Estado concedido ao estabelecimento no ano passado.

Dona Maria de Lourdes ressalta o espírito de paz que reina no Bar do Armando e na Banda da Bica. “Aqui nunca houve briga nem qualquer tipo de confusão”, explica a viúva de Armando Soeiro, que até ganhou um boneco gigante semelhante ao dele (os bonecos são outro “ingrediente” da fórmula de sucesso da Bica). “Não acho o meu boneco parecido comigo. Principalmente no rosto”, declara a portuguesa, que disse “gostar mais do Brasil que de Portugal”.

Hoje tem ensaio

Na Bica não basta ser folião “apenas” no dia em que a banda sai. Hoje, por exemplo, a partir de 19h, começam, no Bar do Armando, os ensaios que servem de “esquenta” para o dia oficial. Embalados pela banda de metais do local e com a presença da Rainha da Banda da Bica, Emily Araújo, eles estão programados para ensaiar, além de hoje, também nos dias 14, 21 e 28.

Para o dia 30, Sábado Magro de Carnaval, uma das atrações confirmadas é a bateria da escola de samba Reino Unido da Liberdade. Você vai perder essa folia

Consciência

A organização da Banda da Bica inovou ano passado ao contratar uma empresa para recolher o lixo que ficou despejado no Largo, como as latinhas.  A iniciativa deverá ser repetida nesta 30ª edição de uma das bandas mais famosas do Carnaval amazonense.

Maria de Lourdes Soeiro Soares, viúva de Armando Soeiro,

Corre-corre e madrugada

Satisfação e alegria eram as palavras chaves de dona Maria de Lourdes Soeiro Soares, 79, ao lado do marido, o português Armando Soeiro. E ela nem se importava com o corre-corre que às vezes até rompia as madrugadas. Muito menos nos dias de Bica. “Cheguei a ficar trabalhando com o meu marido até de madrugada, às vezes até 4 horas como nas vezes em que o pessoal das faculdades vinham aqui para o bar”, conta ela.  Há cerca de 4 anos ela não frequenta mais o bar, quase o mesmo período em que Armando faleceu, preferindo ficar mais com os netos. “Não gosto mais do bar. O cansaço também contribuiu. Gosto mesmo é de ficar em casa com os meus netinhos”,


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