Publicidade
Carnaval
Especiais

Bem mais que um jogo duro: história de superação e força de vontade no Peladão

Líllian Emília Rebelo foi jogadora e capitã da Nilton Lins durante alguns anos e, hoje, como técnica da equipe, conta que o time está preparado para entrar em campo e que ao longo do ano participam de competições espalhadas pela cidade 02/10/2015 às 12:16
Show 1
Sempre otimistas, elas acreditam que a corrida para o tricampeonato está apenas começando
Equipe peladão 2015 ---

Forte candidata a brigar pelo tricampeonato do Peladão Brahma 2015, a equipe feminina da Nilton Lins segue uma rotina atípica de intensos treinos, geralmente a partir das 21h, tudo porque as boleiras-universitárias se viram como podem para conciliar os horários da faculdade, trabalho, família e filhos. Mas sempre otimistas, elas acreditam que a corrida para o tricampeonato está apenas começando.

Líllian Emília Rebelo foi jogadora e capitã da Nilton Lins durante alguns anos e, hoje, como técnica da equipe, conta que o time está preparado para entrar em campo e que ao longo do ano participam de competições espalhadas pela cidade. Ela ressalta que as jogadoras estão ansiosas e aguardando o início das competições, que para elas começam neste final de semana, quando começam os jogos do Feminino no maior campeonato de peladas do mundo. “O Peladão é uma competição que todo mundo espera o ano todo, deixa a gente em evidência e isso, para nós, é muito importante. Gostamos de participar. Procuramos manter a base do time não somente nos campeonatos de bairros, mas no Peladão também”, explicou Líllian, no comando do time desde 2013.

A maioria das boleiras são bolsistas universitárias e conquistaram o feito graças ao esporte e o bom desempenho de cada uma no futebol, aliando a isso, também, o bom rendimento em sala de aula.

Prescrição médica

A lateral Shaene Emanuele, a “Shay”, 25, está na Nilton Lins há um ano e explica que foi orientada pelo médico, ainda na adolescência, a praticar esporte, pois sofria de raquitismo precoce (enfraquecimento dos ossos). Após passar pelo jiu-jítsu e natação, foi no futebol que ela se identificou.

“Tinha 15 anos, era bem mais franzina, mas me desenvolvi muito. Desde pequena gosto de futebol. Agora estou focada no Peladão, batalhando com muita garra”, destacou a jogadora-universitária que cursa o 3º período de educação física e que já guarda no currículo o título do campeonato do Alvorada, Zona Centro-Oeste e da Baixada Fluminense (Cidade Nova), Zona Norte.

A supervisora e coordenadora do time, Samara Loureiro, destaca que a Nilton Lins participou, no mês de agosto, da 2ª Copa Brasil Universitária em Maceió (AL) e ressalta que a equipe ficou em 7º lugar de 27 clubes participantes de todo o País. “Não conseguimos o título, mas para nós foi uma boa colocação. A base será a mesma para o Peladão e para a Seletiva Amazonense. Elas treinam juntas há alguns anos e outras pessoas vão compor a equipe. A expectativa são as melhores porque todas estão ansiosas pelo tricampeonato”, disse Samara que já guarda no currículo dois títulos do Peladão.

Para todo mal, o futebol cura

A lateral direito Cristiane Melo da Silva, 28, é mãe de um casal de filhos. A paixão pelo futebol surgiu desde os 8 anos e o principal motivo foi para curar um trauma na infância. “Fui violentada quando criança e por meio do futebol eu pude curar esse trauma. Era uma área que eu queria estar e quando estava tinha a capacidade de esquecer dos problemas que vivi, aí foi surgindo a paixão pelo esporte”, lembrou a atleta.

Hoje ela comanda voluntariamente um projeto social chamado “Projeto do Divino”, da Igreja Católica Divino Espírito Santo, no Coroado, Zona Leste, com crianças a partir de 6 anos a adolescentes de 15 anos, de segunda a sexta-feira.

Nos dois anos que ela participa dos campeonatos pela Nilton Lins acumula os títulos da Baixada Fluminense, Alvorada e Copa dos Rios (futsal). “O trabalho nunca para, é contínuo. Vamos focar no Peladão e Amazonense”, disparou a atleta.

Tetracampeonato

Três vezes campeã no Peladão Feminino pelo Apolo (2007 e 2008) e Nilton Lins (2010), a volante Tássia Raquel, 28, está ansiosa para o início da competição. Ela, que começou no futsal aos 14 anos, aos 21 migrou para os gramados e chão de terra batida. Experiente, hoje é a capitã do time.

Com passagem pelo time espanhol de Zaragoza, onde passou quatro meses jogando futsal em 2009, Tássia aproveita a experiência adquirida para se destacar no futebol local e, no Peladão, ela mira o tetracampeonato na carreira, dividindo, na medida do possível, seu tempo entre treinos, faculdade e trabalho. “A pessoa tem que gostar de futebol. Eu acordo às 4h para pegar a rota, volto do trabalho, tomo banho e vou para a faculdade e treino. Algumas horas depois começa tudo de novo”, explicou a atleta que cursa o 7º período de administração. 


Publicidade
Publicidade