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Cadeirantes driblam dificuldades para acompanhar o desfile das escolas em Manaus

A Crítica acompanhou dois cadeirantes que, a cada ano, dão uma injeção de auto estima e que, mesmo apesar das limitações de locomoção,  é possível se divertir 07/02/2016 às 05:09
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Danielle está no quinto ano consecutivo assistindo ao desfile
Laynna Feitosa Manaus (AM)

O samba e o carnaval são organismos que mexem profundamente com cada parte dos seus amantes. A reportagem do Portal A Crítica acompanhou dois cadeirantes que, a cada ano, dão uma injeção de auto estima e que, mesmo apesar das limitações de locomoção,  é possível se divertir.

O funcionário público Jerry Oliveira,  48, frequenta os desfiles das escolas de samba desde a década de 90. Por conta de um assalto que sofreu, Jerry perdeu o movimento das pernas. "Eu nunca tive samba no pé, mas já desci em todas as escolas de samba daqui", conta.

Ele confessa que se apressou para sair do hospital onde trabalha para assistir aos desfiles da noite. "Temos algumas dificuldades, como não ter cadeiras para os nossos acompanhantes, por exemplo. Mas não é um acidente que vai tirar a nossa alegria de viver", recomenda.

A assistente social Shirley Almeida, 38 há cinco anos traz a filha, a publicitária Danielle Almeida, 22, para brincar carnaval. "A acessibilidade ainda é um problema. Se na área onde ficam os cadeirantes não tivesse um tablado e fosse reto, seria mais fácil", coloca ela. A alegria da filha ao assistir aos desfiles, porém, é maior que tudo.

"O que me motiva sempre a vir aqui é a diversão", complementa Danielle. "Não devemos pensar de modo que tudo impeça a gente de viver. Dificuldades existem, mas estão aí para vencermos", coloca ela, que é Reino Unido devota.

Para as noites de desfile, Danielle traz biscoito, água e refrigerante. "As vezes como antes de vir pra cá, o que é melhor", destaca ela.

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