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Candidatos ao Governo do Estado definem, em entrevista, os seus compromissos para o Amazonas

Hoje, 2,2 milhões de eleitores vão às urnas escolher quem governará o Amazonas pelos próximos quatro anos. Buscando manter-se na defesa dos princípios democráticos e aliado ao povo, o jornal A CRÍTICA realizou mais uma série de perguntas aos candidatos ao governo Eduardo Braga (PMDB) e José Melo (Pros) a fim de municiar de informações o eleitor  e a eleitora nesse dia decisivo para o Amazonas 26/10/2014 às 07:37
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1.791.817 eleitores, de um total de 2,2 milhões aptos a votar, compareceram às urnas no 1º turno no AM
Lúcio Pinheiro Manaus (AM)

Eduardo Braga

O senador Eduardo Braga (PMDB) busca hoje se eleger pela terceira vez governador do Amazonas. Na entrevista a seguir, Braga diz que pretende modernizar a administração estadual e otimizar seu custo, mas não fala em diminuir secretarias. Mas sim criar mais duas: secretaria especial para Mulher e outra para Juventude.


Manaus tem uma delegacia especializada em crimes contra as mulheres. Em um eventual governo seu, o interior do Estado vai receber a mesma estrutura?

Nossas ações em prol da mulher serão direcionadas para todo o Estado do Amazonas. Além de manter e estender os programas existentes, no caso forem viáveis e estiverem atendendo de forma eficiente as mulheres, vamos também implementar o Mulher Segura, para monitorar agressores e oferecer maior proteção à mulher, além de criar os Conselhos da Mulher, nas unidades dos PACs (Pronto Atendimento ao Cidadão), para receber denúncias de violência e violação dos direitos da mulher.

Eleito, o senhor vai manter o número atual de secretarias? Se for reduzir, quais serão extinguidas?

Vamos instalar processos de modernização na estrutura administrativa do Estado, com o objetivo de otimizar recursos e eliminar a duplicidade de ações. Precisamos adequar os gastos com a máquina pública de forma que o Estado tenha mais receita para investir em áreas prioritárias, como a saúde e a educação. Temos a proposta de criar uma secretaria especial para Mulher e outra para Juventude.

Em um eventual governo, o senhor manterá o número de servidores comissionados?

Vamos fazer um estudo criterioso para identificar quais as necessidades de cada secretaria. Sabemos que, hoje, a estrutura do Estado não consegue se manter apenas com os estatutários. Ou seja, o trabalho dos comissionados é fundamental em muitos serviços que são oferecidos à população. Portanto, temos que fazer esse levantamento para saber qual a realidade dos comissionados dentro da máquina estatal.

Faz parte do seu plano de governo a construção de presídios no interior?

Vamos implantar, de imediato, um Plano Estratégico de Segurança Pública como política de Estado, o que inclui a construção de novos presídios. A previsão é que sejam construídos, pelo menos, cinco novos presídios e, destes, três serão no interior do Estado, nos municípios de Maués, Parintins e Tefé.

Como pretende administrar o Estado? A administração continuará centralizada em Manaus?

Manaus é uma cidade/estado e isso não podemos negar. A infraestrutura instalada na capital termina atraindo um grande contingente do interior, seja em busca de saúde, de educação, ou mesmo de oportunidade de emprego. Esse fenômeno social termina inchando a capital e estrangulando seus serviços básicos. Vamos reforçar as parcerias com as prefeituras municipais para estabelecer uma gestão eficiente. Com isso, os municípios terão mais recursos em caixa para investir nos setores prioritários.

A vinda de gente do interior para Manaus em busca de atendimento mais básico na área de saúde ainda é uma constante. O senhor pretende fazer algo para mudar isso?

Saúde sempre foi prioridade na minha gestão. Por isso vamos implantar no interior do Estado os Polos de Referência em Saúde, incluindo equipamentos, insumos e médicos especialistas. Esses polos vão possibilitar a diminuição do fluxo de pacientes do interior para a capital, ajudando a aliviar a pressão da demanda nas unidades de saúde da capital.

O senhor pretende aumentar o repasse de recursos para o Judiciário?

O acesso à Justiça, principalmente no interior do Estado, ainda é uma grande demanda no Amazonas. Sabemos da importância de investir mais recursos no Judiciário, mas temos que programar esses investimentos de forma correta e responsável. Temos que conversar com o Tribunal de Justiça, com o Ministério Público do Estado, com a Defensoria Geral do Estado, enfim, com todos os órgãos responsáveis para fazermos uma ampla avaliação da atual situação do Judiciário amazonense. Desta forma, teremos uma visão mais ampla e atualizada das reais necessidades de investimento tanto na estrutura da capital, quanto na do interior do Estado.

Escola de Tempo Integral é a melhor política para a área de educação no Estado?

Com certeza. É por isso que vamos resgatar o projeto original dos Centros Educacionais de Tempo Integral (CETI), como centros de excelência de ensino, assegurando melhor desempenho para a comunidade educativa (escola, docentes, alunos e família) e implantar novas unidades na capital e no interior.


José Melo

O governador José Melo (Pros) chegou ao posto mais alto do Estado após Omar Aziz (PSD) renunciar para concorrer ao Senado. Se for reeleito hoje, Melo promete descentralizar a administração, hoje concentrada em Manaus. Mas também não garante que enxugará o tamanho da máquina. A seguir, trechos da entrevista.


Manaus tem uma delegacia especializada em crimes contra a mulher. Em um eventual governo seu, o interior do Estado vai receber a mesma estrutura?

O interior vai receber a mesma estrutura nos 14 polos. Não há como, em quatro anos, você fazer uma estrutura dessas em todos os municípios. Seria desonesto se viesse aqui, porque estou em campanha, dizer que vou fazer isso. O meu governo elegeu os 14 polos no estado do Amazonas, e nesses 14 polos vamos colocar médicos especialistas, vamos concentrar a questão da produção, vamos concentrar o Cetam e, nesses 14 polos, também vamos concentrar os serviços relacionados à mulher.

Eleito, o senhor vai manter o número atual de secretarias? Se for reduzir, quais serão extintas?

Cada momento é um momento. O meu atual é de ganhar uma eleição. Todo o esforço é dado nesse sentido. Mas, eu vou, sim, mexer. Vou fazer uma avaliação minuciosa do governo. É meu pensamento atacar forte a questão do custeio. Preciso reduzir o custeio para, com isso, eu enfrentar os desafios que vou ter de colocar médicos especialistas no interior, de construir escolas de tempo integral, de dá um tratamento especial aos servidores públicos. Vou rever portanto a estrutura do Estado. Se vou extinguir secretarias e cargos comissionados isso é coisa que ainda não tem na minha cabeça. Mas vou fazer uma análise profunda, e, a partir dessa análise, vou agir.

Em um eventual governo, o senhor manterá o número de servidores comissionados?

Como disse, isso vai ser objeto de uma análise muito profunda que vou fazer após a eleição. Para poder ver que tamanho o Estado pode ser, e não agir de forma afobada e, de repente, caia a qualidade do serviço.

Faz parte do seu plano de governo a construção de presídios no interior?

Se o Governo Federal me der recursos, eu vou construir mais dois presídios no interior do Estado. Gostaria de poder construir um aqui próximo de Itacoatiara, e outro em Tefé, para poder concentrar os presos do entorno. Mas vou construir uma inovação no nosso sistema penitenciário. Vou construir uma penitenciária agrícola no interior, para que os presos que estão lá porque praticaram crimes por conta de um momento de desatino, e hoje estão juntos com perigosos traficantes, possam trabalhar, sustentar suas famílias e sair ressocializados.

Como pretende administrar o Estado? A administração continuará centralizada em Manaus?

Quando digo que vou criar nos 14 polos determinados servidos, estou descentralizando. Vou criar, por exemplo, a Casa do Produtor Rural, onde vou colocar todos os órgãos da produção rural juntos. O Estado é muito grande, portanto, precisamos dividir tarefas, para que a gente possa fazer com que os serviços que o Estado presta aconteçam de forma mais rápida, célere e com maior eficiência.

A vinda de gente do interior para Manaus em busca de atendimento mais básico na área de saúde ainda é uma constante. O senhor pretende fazer algo para mudar isso?

Pretendo fazer não só para o interior, mas para Manaus. Ainda hoje nós temos em Manaus e no interior as chamadas filas. No interior, eu vou, nos 14 polos, ampliar os hospitais, equipá-los, e vou colocar cinco médicos especialistas, para que lá eles possam fazer cirurgias de média complexidade, e que possam fazer os exames e consultas até a média complexidade. Em Manaus, além do hospital da zona Norte, que tem 300 leitos, eu vou ampliar cinco hospitais. Vou criar neles mais 600 leitos. Fizemos um concurso agora. Estamos colocando no Estado mais médicos especialistas, e com isso vamos ampliar a capacidade atual para combater as filas.

O senhor pretende aumentar o repasse de recursos para o Judiciário?

Eu não poderia dizer se vou fazer ou não. O que vai decidir isso é o comportamento do mercado, da economia. Não posso dividir um bolo que não tenho. A partir desse comportamento da economia, é possível a gente sentar. Agora o Estado tem muitos problemas. Os maiores encargos de um Estado é no Executivo. Ele é responsável pela saúde, educação, segurança, pelo social, pela produção. Se amanhã a economia se desenvolver, e a gente tenha as gorduras necessárias, a gente vê o que fazer.

Escola de Tempo Integral é a melhor política para a área de educação no Estado?

Ela é a melhor política de educação para o Brasil. Uma escola que recebe a criança 7h, passa o dia na escola, se alimenta, tem as atividades que o currículo impõe, e tem atividades de esporte, lazer e cultura. Tem ginásio coberto, campo, laboratórios de informática, física, biologia, teatro. Essa é a escola que realmente pratica a educação integral para os nossos alunos.


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