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Casados há 63 anos celebram e contam história de amor em Manaus

Há 63 anos eles reafirmam os votos de amor, respeito e confiança que trocaram no altar da igreja de Aparecida, onde o futuro desembargador se apaixonou por uma bela organista que viria a ser a mulher da vida dele 24/10/2016 às 19:06
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(Foto: Aguilar Abecassis)
Alik Menezes Manaus (AM)

Em uma época de casamentos que chegam ao fim após poucos anos ou até meses, o casal Paulo dos Anjos Feitoza e Maria do Carmo de Brito Feitoza, ambos de 92 anos, acabam de completar 63 anos de união e ainda se tratam como um casal de namorados à moda antiga. Qual o segredo de uma união tão duradoura? Ao longo da entrevista eles contam um pouca da história deles e  sutilmente qual o segredo dessa parceria.

O desembargador aposentado Paulo dos Anjos Feitoza contou que a história do casal começou quando eles ainda eram muito jovens e frequentavam primeira sede da Igreja de Nossa Senhora de Aparecida, no bairro de Aparecida. Segundo seu Paulo, quando ele tinha, aproximadamente, 23 anos começou a frequentar a igreja e os eventos para jovens que eram promovidos pelos padres.

Mas foi só após alguns meses que ele prestou atenção em uma linda jovem organista, que tocava sempre nas missas de domingo. Segundo ele, teve a certeza que ela era a mulher da vida dele, mas só comeram a namorar alguns meses depois.

Afinal, os relacionamentos daquela época não começam do dia para a noite. “Naquela época os namoros eram diferentes, a gente não podia nem tocar a mão um do outro”, lembrou Paulo, que disse que cortejava a jovem em “encontros provocados”.

O eles namoraram por quase seis anos antes de casar. O casamento, inclusive, foi celebrado na igreja de Aparecida. Os votos de amor que foram feitos perante a igreja são valorizados e seguidos pelo casal até hoje.

Ao longo dos anos, o casal aprendeu a conviver a dois e contam um pouco do que seria um dos segredos de uma união tão bonita e duradoura. Segundo dona Maria do Carmo, professora aposentada, a união deles sempre foi muito amigável e sempre  buscavam conversar para entrar em acordo, mesmo após discussões (que foram muito raros os casos). “Nós conversamos e fazíamos logo as pazes”, disse.

Para o seu Paulo, uma união deve ser pautada no dialogo e com demonstrações de carinho frequentes, afinal você está casado com a pessoa que você ama e jurou cuidar para o resto da vida.

E por falar em demonstrações de carinho, o casal de jovens ensina mais uma lição. Eles, mesmo após tantos anos de casados, ainda se tratam como um casal de namorados apaixonados e trocam presentes no dia dos namorados, aniversário de casamentos e etc.

E ainda tentam fazer surpresa para outro. Esse ano, por exemplo, a dona Maria do Carmo pediu a um dos filhos, o juiz Paulo Feitoza Filho, para comprar um presente para o amado. Preocupado se o pai também compraria algo para dona Maria, Filho perguntou ao pai se ele estava lembrando do dia dos namorados. A resposta veio de imediato: “Claro! E já até compre o presente”, disse o desembargador aposentado.

O fruto dessa união são quatro filhos, sendo uma mulher e três homens, que se inspiram no exemplo diário dos pais. “Nós aprendemos com eles e repassamos esse carinho, essa amor, esse respeito e tudo que nos foi ensinado”, disse o juiz Paulo Feitoza Filho.

O casal faz questão de agradecer a Deus todos os anos pelo matrimônio. Eles promovem uma missa de ação de graças no 10 de outubro, na casa deles e convidam amigos e a família para participar desse momento de gratidão e mostrar o quanto vale a pena viver um eterno namoro. “Somos muito felizes, sempre fomos, somos eternamente grato pelo nossa casamento, nossos filhos, nossa família e tudo o que construímos”, disse dona Maria do Carmo.

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