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Casal cuida de 178 animais resgatados das ruas em sítio no Tarumã

O que começou com uma ninhada de gatinhos abandonada se transformou em uma paixão sem fronteiras: para cuidar dos 178 animais resgatados, ela trocou a casa no Vieiralves por sítio no Tarumã 24/10/2016 às 19:25 - Atualizado em 24/10/2016 às 19:31
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(Foto: Aguilar Abecassis)
Alik Menezes

O amor e a vontade de oferecer melhores condições de vida para gatos e cachorros é o que motiva o casal Valéria e Piter Weigel a cuidar de quase 200 animais em um sítio no Tarumã, em Manaus.

Uma atitude que muitas vezes é criticada pela sociedade, é a forma que o casal encontrou de amar e respeitar muitos desses animais que são abandonados ou jogados a própria sorte pelos antigos donos.

“Essas pessoas não tem consciência, não pensam no mal que estão fazendo, é cruel a forma como muitos desses bichinhos são abandonados. São vidas”, disse a professora universitária Valéria Weigel.

A história do casal com animais começou a se intensificar ainda mais em 1998, quando um cachorrinho da filha deles morreu e eles aceitaram cuidar de uma ninhada de gatos que havia sido abandonada próximo da antiga casa deles, no Vieiralves, zona Sul da cidade.

“Um vizinho perguntou se a gente poderia cuidar deles (os gatos) que ele encontrou abandonado lá no conjunto e achar uma família para eles. Nós aceitamos”, lembrou.

Desde então, o casal tem tratado como filhos os vários animais que são abandonados na porta da casa deles ou os que eles pegam pelas ruas, sem qualquer tipo de distinção. A princípio a ideia era acolher, cuidar e, posteriormente, conseguir novos donos para esse animais, mas a boa vontade de Valéria e do esposo esbarra no preconceito de muitas pessoas na hora da adoção. “Eles acham que porque o animal foi abandonado ou já esteve doente pode causar problemas futuros para eles”, disse.

“Muitas pessoas sabem que a gente cuida, né?! Então deixam os bichinhos na nossa porta e tem aqueles que a gente pega pela rua, machucados, doentes, abandonados pelos donos, isso corta o coração, mas nós fazemos o possível para dar melhores condições de vida para eles”, disse.

O número de animais aumentou tanto que o casal decidiu vender a casa e comprar um sítio, no Tarumã, zona Oeste. “Gatos gostam de andar, eles precisavam de mais espaço e nós tivemos que sair de lá”, contou.

O novo lar dos 149 gatos, 24 cachorros, dois jabutis e três urubus foi totalmente projetado para os animais. “Tudo aqui foi feito pensando na necessidade deles. Os gatos ficam separados dos cachorros e também separamos que tem algum tipo de dificuldade de locomoção ou que estão passando por algum tratamento”, explicou a professora.

Os animais têm alimentação especial, cuidados veterinários regular, vacinação, banhos regulares e até um cuidador, um funcionário que é responsável em servir a alimentação e a limpeza dos ambientes, que  não é pequeno (a nova propriedade tem 50 metros de largura e 100 de comprimento).

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