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Com folclore brasileiro e modernidade, Caprichoso evolui na última noite do Festival

Para celebrar o folclore brasileiro, a galera do Caprichoso ergueu, das arquibancadas, lenços nas cores verde, azul e amarelo. A imagem vista de cima revelava a bandeira do Brasil, o que encheu os olhos de quem viu 01/07/2015 às 11:04
Show 1
Caprichoso em sua terceira noite no Festival Folclórico de Parintins
Laynna Feitoza Parintins, AM

CONFIRA GALERIA DE IMAGENS DO CAPRICHOSO

Mesclando uma cultura nostálgica à itens da modernidade, o boi Caprichoso encerrou sua apresentação no 50º Festival Folclórico de Parintins. Logo no início a Rainha do Folclore azulada, Brena Dianná, desceu à arena hasteada em uma gigante estrela prateada e azul. Sob a toada “Boi Brasileiro”, as primeiras alegorias do bumbá fizeram fortes referências à cultura bumbá nordestina, com direito aos sons dos instrumentos da Marujada de Guerra se misturarem ao som de sanfonas e afins.

Para celebrar o folclore brasileiro, a galera do Caprichoso ergueu, das arquibancadas, lenços nas cores verde, azul e amarelo. A imagem vista de cima revelava a bandeira do Brasil, o que encheu os olhos de quem viu. Enquanto isso, na arena, evoluía a alegoria das lendas brasileiras. Os módulos também faziam alusão aos contadores de história caboclos e nacionais, bem como ao cordel nordestino, além de contar um pouco sobre como o bumbá do Nordeste chegou e se adaptou à Amazônia.

A mesma alegoria carregava um livro gigante de lendas brasileiras, que se abriu e revelou a Sinhazinha da Fazenda, Karyne Medeiros. Segundos depois, uma surpresa: a saia do vestido da Sinhá se expandiu e revelou a imagem de uma vitória-régia, o que levou a galera ao delírio. Após a Sinhazinha evoluir, o livro de lendas se abriu mais uma vez, trazendo o boi Caprichoso para evoluir no Bumbódromo. Logo após, a porta-estandarte Jéssica Tavares exibiu o pavilhão do alto da cabeça de uma cobra, que veio com a segunda alegoria da noite. Depois, a cabeça da cobra gigante se reclinou ao chão e Jéssica avançou na arena.

A alegoria da consagração tribal trouxe o pajé Valdir Santana. Logo após, a cunhã-poranga Maria Azêdo veio hasteada por uma águia, em meio a módulos personificados em monstros da floresta com face de macaco e onça, respectivamente. Enquanto isso, a tribo indígena, jogava lanças para combater os monstros. Já a alegoria dos espíritos surpreendeu por ter módulos que mexiam cabeças, pernas e braços simultaneamente. O módulo central surgiu em meio a uma entidade de braços abertos e revelou uma espécie de teia, que trouxe os espíritos voadores e mais uma vez o pajé.

O momento mais ousado da noite veio no final da apresentação. A alegoria representando o serpentário com seis módulos de serpentes gigantes entrou enchendo a totalidade do espaço da arena. Uma delas, especificamente, ficava com a cabeça na direção da galera azul. Logo depois, a serpente que ficava de frente para a galera teve a cabeça “devorada” pela serpente do módulo central, e saiu sem parte da cabeça. A cabeça “devorada” jorrava sangue improvisado com tinta vermelha, o que impressionou a todos. Ao final, o boi Caprichoso foi hasteado em uma janela que ficava no peito o módulo gigante de Nossa Senhora do Carmo, enquanto os itens se reuniam para a apoteose na arena.



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