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Com 'Promessa de Vida', Garantido emociona por simplicidade na segunda noite

O boi da Baixa de São José abordou as origens, crenças e simplicidade do fundador, o pescador Lindolfo Monteverde 01/07/2015 às 11:05
Show 1
Garantido em sua segunda noite no Festival Folclórico de Parintins
Laynna Feitoza Parintins (AM)

“Lindolfo não morreu, ele está junto a nós”, bradou o apresentador do boi Garantido Israel Paulain logo no início da 2ª noite do boi vermelho e branco no 50º Festival Folclórico de Parintins. Sob o tema “Promessa de Vida”, a apresentação exaltou a fé e a promessa do pescador Lindolfo Monteverde, fundador do Garantido, a simplicidade do boi da Baixa de São José e a emoção tomada pela galera na hora de celebrar o bumbá.

A Batucada do bumbá já entrou na arena rufando os tambores e demais instrumentos do núcleo na arena, mesmo antes de assumir a posição na arena. “Com o rufar da Batucada ouvimos sua voz”, declarou Paulain. Um dos momentos mais emocionantes da apresentação aconteceu logo em seguida: um garotinho representou Lindolfo Monteverde na infância e defendeu a promessa do fundador do vermelho ao boi, diretamente da arquibancada com a galera.

A emoção foi tanta nessa hora que foi possível ver membros do staff do Garantido, torcedores e outros profissionais do Bumbódromo se debulharem em lágrimas. Em conversa com o acritica.com após apresentar-se, o pequeno Pierre Lima, de apenas 8 anos, declarou ter ficado com um pouco de medo de interpretar o texto que ganhou. “Era muita gente na arena”, disse ele, lembrando que também se emocionou. Questionado sobre o que ele achava sobre os demais terem se emocionado tanto, ele engatou: “É ótimo”.

Outro destaque foi a veiculação de um áudio inédito de uma toada cantada por Lindolfo em 1977. Primeiro item feminino a pisar na arena, a porta-estandarte Daniela Tapajós saiu do coração de uma alegoria que representava Monteverde e encantou a todos na arena. Para dar ainda mais voz às origens de Lindolfo, o boi vermelho trouxe uma alegoria que colocou na arena embarcações quase que reais que praticamente “navegaram” sobre a pista do Bumbódromo. Os barcos Vida e Dona Sebá trouxeram navegantes que estavam com as mãos unidas, simulando um ato de oração.

A alegoria que trazia um Curupira gigante surpreendeu ao revelar a entidade com duas faces na mesma cabeça e dois corpos no mesmo tronco. Ao virar o tronco do Curupira, a alegoria revelou a exuberante cunhã-poranga do boi vermelho, Verena Ferreira, chegando na arena com uma indumentária verde, onde metade do seu corpo estava pintado com tinta verde e desenho de rugas grossas, projetando-a como uma mulher-lagarto.

O ritual Apurinã trouxe uma alegoria com módulos inicialmente estáticos, mas que ganhou movimentos simultaneamente e surpreendeu o público. A figura do espírito animal maligno Kupuatitirã sendo hasteada para arena impressionou pela quantidade de movimentos que tinha em todas as partes do corpo – o que fazia o animal parecer real. No fim, o levantador de toadas Sebastião Júnior cantou a toada “Vermelho” em dueto com o compositor do hino vermelho, o próprio Chico da Silva, que se fez presente na arena.


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