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Complexo de Produção da Ponta do Ismael representa 80% da rede de água de Manaus

A captação de outros 15% da água consumida na capital é feita pelo Proama, na Zona Leste e apenas 5% é captado pela ETA do Mauazinho 22/03/2015 às 11:12
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Captação na Zona Oeste da cidade ainda é a que atende a maior parte da capital
Luana Carvalho Manaus (AM)

As águas do rio Negro descendem do degelo nos Andes e da estação das chuvas na região Amazônica. Atualmente, 80% do abastecimento da cidade de Manaus é oriundo do Complexo de Produção da Ponta do Ismael, situado na margem esquerda do rio Negro, na Zona Oeste da capital.

A captação de outros 15% da água consumida na capital é feita pelo Programa Águas para Manaus (Proama), na Zona Leste. Apenas 5% do volume é captado pela Estação de Tratamento de Água (ETA) do Mauazinho, que atende a área do Distrito Industrial e bairros adjacentes.

De acordo com o diretor de distribuição da Manaus Ambiental, a água que sai das torneiras da população pode ser ingerida sem problemas. “São mais de 80 parâmetros que analisamos e fazemos mais de 30 análises todos os meses. A água é saudável, serve efetivamente para beber e cozinhar, além das atividades de higiene”, comentou.

Além das três estações, a concessionária de água na cidade possui 165 unidades de Centros de Produção de Águas Subterrâneas (CPAS), nas Zonas Norte e Leste. Mesmo assim, muitos bairros padecem com a falta de água canalizada ou constantes interrupções de abastecimento, principalmente nas Zonas Leste e Norte, onde a maioria dos bairros sofreram expansão desordenada.

Falhas na rede podem aumentar o consumo

Atualmente o consumo mínimo mensal (que equivale a 10 m³ de água) custa R$ 38,22 em Manaus. O consumo pode ser calculado pelo hidrômetro, um equipamento por onde a água é medida com precisão.

Nas contas de água, todo o volume registrado pelo hidrômetro é considerado “consumo” e o aparelho apura três tipos de fatores: consumo efetivo, que é percebido como consumo real e varia de acordo com as necessidades em cada domicílio; desperdício, que são perdas voluntárias durante as atividades domésticas e causadas pelo mau uso da água; e vazamentos, perdas involuntárias, geralmente não aparentes, em torneiras, sanitários, chuveiros e caixas d’água.

As ligações hidráulicas dos imóveis também podem influenciar no preço da conta de água. Um buraco de dois milímetros no encanamento, por exemplo, desperdiça aproximadamente 100 mil litros de água por mês (quase dez carros-pipa de água limpa e tratada). A ONU já alertou que, se não houver mudanças de hábitos em um curto prazo, até 2030 quase metade da população global sofrerá com problemas de abastecimento.

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