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Debaixo de chuva, Caprichoso comemora título conquistado no 50° Festival de Parintins

Aproximadamente quatro mil torcedores vibraram e cantaram as toadas do Touro Negro até as primeiras horas da hoje (30), depois de viverem momentos de tensão durante as apresentações e também na apuração 29/06/2015 às 20:23
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Após o anúncio do campeonato, torcedores tomaram banho de chuva na arena.
Nathália Andrade e Jhonny Lima Parintins

Debaixo de muita chuva, a nação azul e branca lotou o curral Zeca Xibelão para comemorar o título do Jubileu de Ouro conquistado pelo Boi Bumbá Caprichoso, após apuração realizada na manhã de ontem, no Bumbódromo da Ilha Tupinambarana.

O azul e branco levou para a Arena o tema “Amazônia”, que foi subdivido em “Encontro dos Povos”, “A Arte da Criação” e “Nas Cores do Brasil”, vencendo, nas três noites, o 50º Festival Folclórico de Parintins.

“Com aquela chuva torrencial na primeira noite, houve um grande crescimento na proposta do Conselho de Artes. Os jurados se sensibilizaram com a apresentação do Caprichoso, que em nenhum momento se retirou da Arena em respeito aos torcedores, patrocinadores e parceiros. O Caprichoso quer que todos os torcedores vibrem e chorem de emoção.

Há dois anos o título não vinha, fizemos um trabalho incansável. Fortelecemos nosso Conselho de Artes, que é a espinha dorsal do boi. O título veio e foi merecido”, declarou o presidente da agremiação, Joilto Azêdo.

Aproximadamente 4 mil torcedores vibraram e cantaram as toadas do Touro Negro até as primeiras horas da terça-feira, 30, depois de viverem momentos de tensão durante as apresentações e também na apuração, que foi cercada de polêmicas.

“Sobre essas acusações, isso faz parte do Festival, todos os anos acontecem essas falácias. As pessoas que acusam, que achem as provas, pois o Caprichoso não trabalha com tramóias. Demonstramos na Arena que fomos superiores”, frisou Azêdo.

Membro do conselho de arte do Caprichoso, Márcio Braz explicou que o foco do espetáculo do Touro Negro foram os povos tradicionais da Amazônia – índio, negro e branco –, e a cultura formada a partir da união deles na mesma região. “Abordamos a Amazônia pelo prisma dos povos que contribuíram para a nossa formação cultural”, comentou.

Foto: Antônio Lima

Garantido

Para o presidente do Boi Garantido, Adelson Albuquerque, o boi da Baixa do São José fez sua parte no cinquentenário do Festival Folclórico de Parintins.

“Foi maravilhoso, para nós, apresentarmos o boi na Arena. Em nenhum momento tivemos dificuldades em mostrar um boi bonito, para cima, vibrante. Se eu fosse presidente do Caprichoso, eu teria vergonha de comemorar esse título. Só tenho a lamentar pela nação vermelha e branca”, enfatizou Adelson.

Quase todos os recursos impugnados

Praticamente todos os pedidos de recursos e requerimentos apresentados pelos bois foram indeferidos pela presidência da comissão julgadora, entre eles o pedido do Garantido de cancelar as três noites de apresentação, devido a denúncias de manipulação da votação e aliciamento de jurados em favor do Caprichoso. 

O presidente da Comissão Julgadora, Sandro de Araújo, leu documento em defesa da idoneidade do corpo de julgadores, ressaltando a capacidade técnica de cada um. Segundo ele, os elementos contidos na denúncia não correspondem à realidade da escolha dos jurados, não havendo coincidência nem de nomes nem de funções citadas.

Ainda assim, Araújo sustentou que o caso seja investigado pela polícia. Este ano, os julgadores vieram de Goiás, Alagoas e do Distrito Federal.

A única impugnação aceita foi um requerimento do Caprichoso alegando que, na última noite, o Garantido colocou fiscais não credenciados na arena. Com isso, o Garantido foi penalizado em um ponto.

Torcedor do Garantido era o retrato da decepção, ontem (29), no bumbódromo (Foto: Euzivaldo Queiroz)


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