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Dividir a maternidade com o Peladão Brahma 2015 é privilégio para essas mulheres

Muitas jogadoras da categoria feminina do torneio são mães e fazem de tudo para dar atenção ao campeonato, ao trabalho e, principalmente, aos seus pequenos 23/10/2015 às 09:51
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No Peladão todo dia de jogo tem mãe correndo atrás das vitórias
equipe peladão 2015 ---

O dia das mães já passou, mas todo mundo sabe que a comemoração tem que ser todo dia e isso acontece todo final de semana no Peladão 2015.

Muitas jogadoras da categoria Feminina do torneio são mães e fazem de tudo para dar atenção ao campeonato, ao trabalho e, principalmente, aos seus pequenos.

Exemplos deste gesto de superação está no time Feira da Banana (FB). Pelo menos a metade do grupo já é mãe e dá duro para dividir os horários e ainda ter que ser boleira e mãe, como é o caso da autônoma Ray Marães, de 35 anos.

Ela trabalha com artesanato e é a xerife da zaga do Feira da Banana. A autônoma é mãe da pequena Izabelle Beatriz, de apenas quatro anos de idade. A pequena já tem pinta de jogadora e tem até um uniforme exclusivo dela e com seu nome escrito nele.

A mãe coruja contou que seu sonho é ver sua filha formada em Medicina e luta bastante para que isso seja concretizado. “Eu e meu marido estamos investigando para que no futuro possamos pagar uma boa faculdade para ela, pois queremos vê-la médica”, explicou.

Ray Marães já possui 9 anos de Peladão em seu currículo futebolístico. Em 2007 já foi vice-campeã pela equipe Nilton Lins e em 2008 campeã pelo Apólo. Hoje ela defende e almeja levar o FB ao título inédito.

Enquanto ela joga bola, a filha fica com a avó. “Tenho que deixá-la porque no campo não tem ninguém que possa repará-la”, disse, ao complementar ainda que conheceu seu esposo em um jogo do Peladão, quando atuava pela Nilton Lins. Ela era goleira e ele preparador de goleiros.

A outra que se divide entre cursos e o futebol é a lateral direito do FB Tatiane Saraiva, de 24 anos de idade. Nova, mas mãe dedicada ao pequeno Caio Samuel, de quatro anos.

“Eu faço curso pela manhã, mas sempre dou atenção para o meu filho, inclusive o levo para todos os jogos que participo e também aos treinos da equipe que são realizados nas quintas-feiras às 19h, no campo do Curió, no bairro Cidade Nova”, explicou.

A outra xerife da zaga Keila Gomes da Silva, de 35 anos, também leva o filho Pedro Davi, de dois anos, para a beira do campo. “Ele me acompanha em tudo, levo ele pro jogo, pro treino, ele sempre está comigo e também vai ser um jogador de futebol”, explicou.

Ela ainda contou que tem outro filho, de 15 anos, que também joga na base do Nacional, time da capital amazonense.

Toca para Salene que ela resolve

Uma das destaques do time é a camisa 29 da Feira da Banana. Salene Teixeira. Ela é o nome que aterroriza a as zagueiras adversárias. Velocidade, agilidade, dribladora e com bons chutes e passes, a atacante da equipe da Feira é a craque do time nesta competição.

Mãe orgulhosa, a jogadora mostrou que tem talento quando possui a bola no pé e arrebentou no último jogo contra o time do Castelo, partida ocorrida na manhã do último domingo, no campo do Oswaldo Frota, no bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital amazonense.

Salene com a bola nos pés botou pra correr as adversárias, deu passes para gols das amigas e ainda acertou belos chutes no gol do Castelo. Por pouco ela não encaixou seu gol. Ela foi a responsável pela vitória e foi bastante aplaudida pela torcida que prestigiou a equipe na manhã do último sábado.

O responsável pelo desempenho e organização do time é o ex-jogador profissional Gelson Pinheiro, 45 anos, que hoje é atleta amador e técnico do Feira da Banana. Ele também é companheiro da zagueira Ray Marães. Tá tudo em casa.

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