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Enfermeira transforma perda de paciente em ferramenta de solidariedade

Enfermeira transformou a dor da perda de um paciente pediátrico vítima do câncer em uma poderosa ferramenta de solidariedade que invade as enfermarias das unidades de saúde 24/10/2016 às 15:11
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(Foto: Aguilar Abecassi)
Alik Menezes

Levar alegria, amor e carinho para as crianças que estão em tratamento contra o câncer é a missão de jovens universitários do grupo  Doutores Palhaços Só Rir Rei Davi.

Diariamente eles “invadem” a Fundação de Controle de Ocologia do Estado do Amazonas (Fcecon) com um único objetivo: amar. O grupo foi criado há quase dois anos com uma página no Facebook para mandar mensagens positivas e de incentivo para o pequeno Davi. Na  época Davi tinha  6 anos e estava em tratamento na fundação, em Manaus.

“Criei a página junto com a mãe dele. Infelizmente ele faleceu e a página ficou sem uso. Tivemos, então, a ideia de movimentar a página e convidar pessoas para se juntarem”, contou a enfermeira Terezinha de Almeida Sadamori, 36, fundadora do grupo.

O envolvimento das pessoas foi tão grande que, atualmente, o grupo tem 100 voluntários. Na maioria estudantes das áreas da saúde, mas há alguns estudantes de Direito e outros cursos.

“Não imaginei que seria tão bem recebido. Tivemos até que fechar as inscrições porque o número já é o bastante para as ações que realizamos. É muito gratificante ver todo esse trabalho sendo realizado, ver que as crianças ficam felizes e ver, também, que os voluntários também estão felizes”, contou.

Durante as ações, os jovens cantam, dançam e apresentam peças. Apesar do tratamento, as crianças esperam ansiosas pela visita dos voluntários. Atualmente eles atuam diariamente na Fcecon, aos sábados no abrigo da Dona Val e pelo menos duas vezes no mês em outras fundações. “Nós fazemos um revezamento, são de 10 a 12 voluntários por ação. A maioria deles estuda pela manhã, então a gente precisa fazer revezar”, explicou.

A enfermeira disse que o trabalho é uma forma de amar não só as crianças, que estão em tratamento contra a doença, mas também a família e a própria cidade de Manaus que acolhe muitas pessoas que vem de outros municípios em busca de tratamento. “Nessas ações a gente ama essas pessoas que estão passando por momentos delicados, que estão precisando demonstrações de carinho e atenção”, disse.

A voluntária Célia Lima participa do grupo há mais de um ano e não se imagina mais fora do projeto. Segundo ela, as crianças ficam felizes, mas os voluntários também se sentem mais úteis, mais felizes e até repensam muitas atitudes.

“É muito gratificante, sem dúvidas. A gente acha que tem problemas, fica desmotivada, acha que nossos problemas são enormes, mas não são. Você grupo e conhece essas pessoas que são guerreiras, estão lutando contra essa doença e nos surpreendem com as lições que aprendemos aqui com elas”, contou.

O grupo faz parte da organização não governamental Rede Feminina de Combate ao Câncer do Amazonas. A rede foi fundada em 8 de abril de 1978. O grupo é formado por voluntárias que assumem o compromisso de assistir, por meio de ações voltadas para o bem estar psíquico e social, os pacientes que estão em tratamento na Fcecon.

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