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Escassez: ameaça de um futuro ‘seco’ paira sobre a maior reserva de água doce do planeta

Da era glacial ao mundo moderno, a água “sobreviveu” à presença de todo tipo de vida - e à falta dela. Mas agora se depara com o seu mais perigoso inimigo: o homem 21/03/2015 às 16:57
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Segundo a ONU, 40% da população mundial deverá enfrentar a escassez de água
ACRITICA.COM ---

Nos últimos anos, o consumo de água no mundo cresceu duas vezes mais que a população e, sem a gestão adequada dos recursos, o desperdício levou os maiores centros urbanos do Brasil a uma crise hídrica sem precedentes. De acordo com relatório divulgado na sexta-feira (20) pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2030, 40% da população mundial deverá enfrentar a escassez de água.

São Paulo, no sudeste brasileiro, vive um racionamento após décadas de uma expansão urbana desordenada que delegou ao segundo plano o respeito aos recursos naturais e a proteção das nascentes e rios. No Amazonas, onde a oferta  parece ser infinita e o desperdício passa de 62% de tudo que é tratado, a população também enfrenta a falta de água potável na capital e, em escala mais preocupante,nos municípios do interior.

No Dia Mundial da Água, neste domingo (22) o Jornal A CRÍTICA traz um caderno temático e mostra que a Amazônia, localizada na maior bacia hidrográfica do planeta, tem papel fundamental para esse equilíbrio, mas que essa abundância toda pode não ser suficiente para afastar a ameaça da falta de água potável num futuro próximo, sem uma gestão responsável dos recursos hídricos e o uso consciente pela população.

Até onde esse caminho que escolhemos trilhar pode nos levar é impossível prever com exatidão, segundo os pesquisadores, e nenhum dos cenários é animador. Mas em uma coisa todos concordam: a água é o nosso maior patrimônio. Líquido e incerto.

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