Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
PRECAUÇÃO

Especialistas orientam como prevenir a gripe na hora de curtir o Carnaval

Adotando certos hábitos, é possível aumentar as chances de curtir a folia sem comprometer a saúde



1573121_7C6E6163-AAF7-4B07-819C-D6EE4914FEBA.jpg Foto: Arquivo/A Crítica
17/02/2020 às 16:19

Já estamos no mês do Carnaval e muitos foliões estarão aglomerados em alguns dos 110 blocos e bandas de rua que serão realizados em Manaus. Sem querer acabar com a alegria de ninguém, é preciso lembrar que o ajuntamento de pessoas, típico dessa época, favorece o contágio de doenças respiratórias, como a gripe comum e o temido Influenza A (H1N1). No entanto, segundo especialistas consultados por A CRÍTICA, adotando certos hábitos, é possível aumentar as chances de curtir a folia sem comprometer a saúde.

Como bem lembra a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Rosemary Costa Pinto, estamos em plena época de transmissão da gripe, por isso, antes de ir aos eventos carnavalescos, é necessário adotar hábitos de proteção individual.



“Os vírus da gripe sobrevivem pouco tempo no ambiente. A sua principal transmissão é de pessoa a pessoa, por isso é necessário ficar vigilante por meio de medidas simples, como uma boa alimentação e muita hidratação. A lavagem regular das mãos combinada com a utilização de álcool gel são medidas comprovadamente eficazes na prevenção de transmissão das doenças respiratórias”, alertou a especialista.

‘Etiqueta respiratória’

Rosemary Costa  Pinto lembra que os foliões devem também adotar a chamada “etiqueta respiratória” para evitar que o vírus da gripe se espalhe. “Essa etiqueta consiste em adotar hábitos como tossir ou espirrar na dobra do braço ou cobrir com as mãos o nariz e a boca, e higienizar as mãos logo em seguida”, reforçou.

Outra dica é evitar, sempre que possível, aglomerações em locais fechados e pouco ventilados. “O ideal é que pessoas que já estão com infecções respiratórias não comparecessem a esses blocos de rua para não disseminar a sua infecção. Se comparecerem, que pelo menos usem uma máscara para proteger as outras pessoas. Já aquelas que são mais suscetíveis a gripe [tais como crianças e idosos] deveriam evitar esses eventos”, aconselhou o médico infectologista Marcus Vinitius de Farias Guerra, diretor presidente da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Guerra também lembra que os foliões devem evitar o compartilhamento de objetos durante as festas de Carnaval. “É comum nessa época que as pessoas tomem cerveja no mesmo recipiente, por exemplo. Isso não é recomendável, uma vez que nem sempre é possível saber quem pode estar infectado, já que há um período de incubação, ou seja, mesmo que o vírus ainda não tenha se manifestado, a pessoa já pode transmitir a infecção respiratória para outras”, alertou o infectologista.

(A cantora de axé Cláudia Leitte já recorreu a uma máscara hospitalar durante evento de Carnaval. Foto: Reprodução)

Coronavírus: boca e olhos são as principais ‘portas’

O coronavírus (Covid-19) também é um vírus de transmissão respiratória. Embora ainda não haja nenhum caso suspeito no Estado do Amazonas, uma pessoa infectada pode passar o vírus para outra por meio de secreção e pelas vias respiratórias em contato com a mucosa dessa pessoa. 

Boca e olhos são as principais portas de entrada. No entanto, como não existe nenhuma evidência de que o novo vírus esteja circulando no Brasil, ele ainda não é considerado um risco em termos de transmissão, tranquilizou o Ministério da Saúde (MS) por meio de nota enviada ao jornal A CRÍTICA. Por conta disso, não existe recomendação específica para o Carnaval por parte da pasta.

No momento, o ministério orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas. Entre as medidas estão evitar contato próximo com pessoas que estejam gripadas, utilizar lenço descartável para higiene nasal e evitar, a todo custo, tocar mucosas de olhos, nariz e boca.

Para aquelas pessoas que preferem se refugiar longe das áreas urbanas no feriado de Carnaval, o MS tem recomendado, também, evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

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Repórter do caderno Cidades do jornal A Crítica. Jornalista por formação acadêmica. Já foi revisor de texto de A Crítica por quatro anos e atuou como repórter em diversas assessorias de imprensa e publicações independentes. Também é licenciado em Letras (Língua e Literatura Portuguesa) pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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