Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019
SÁTIRA

Festival de Marchinhas satiriza políticos locais e não perdoa prefeito e ex-governador

Irreverente evento, que vai para a quarta edição e acontecerá dia 3 de fevereiro, antecede a Banda do Jaraqui e vai trazer oito composições inéditas; organização ainda busca patrocínios para realizar o evento



festivaldemarchinhas3.JPG A irreverência e o bom humor são características do Festival de Marchinhas, que foi criado pelo jornalista Paulo Onofre (à esquerda) / Fotos: Divulgação
11/01/2018 às 18:11

A irreverência e o bom humor são algumas das marcas registradas do Carnaval desde o início da maior festa popular do Brasil. No dia 3 de fevereiro, a partir das 11h, o 4º Festival de Marchinhas da Banda do Jaraqui renova essa tradição levando ao palco da casa de shows Ao Mirante, no bairro Santo Antônio, na Zona Oeste de Manaus, oito composições de sarcasmo contra a classe política corrupta, principalmente a local.

A partir de 11h, um total de oito composições inéditas serão apresentadas a um público julgador formado por jornalistas, músicos, professores e presidentes de diretórios estudantis. O evento antecede a Banda do Jaraqui, que acontecerá dia 10 de fevereiro, de 13h às 19h, na rua José Paranaguá, Praça da Polícia, no Centro da cidade

“Quando decidi fazer o Festival de Marchinhas da Banda do Jaraqui fui motivado por vivermos em nosso País um período de extrema corrupção na área política. Acreditamos que esta é uma das formas de conscientizarmos a população e incentivá-la ao combate. Acredito que fica mais fácil o povo entender, através da música, o momento grave que vive nosso País”, afirma o jornalista Paulo Onofre, criador e organizador do festival.

Os intérpretes já estão em estúdio gravando as marchinhas inscritas, sendo que as oito escolhidas vão para o CD oficial do festival. “Essas oito composições vão entrar no CD independente da classificação”, conta o jornalista, que falou sobre o teor de algumas das letras deste ano.  “Queremos esclarecer, que não recebemos ajuda de governo, tanto estadual quanto municipal, e não queremos, pois entendemos que se recebêssemos esse tipo de ajuda por certo seríamos monitorados, e muitas de nossas marchinhas, que criticam políticos corruptos, não poderiam participar do festival”, diz. 

“Entre as nossas marchinhas deste ano, algumas criticam o prefeito Artur Neto que, em seus desvarios quer ser presidente da República. Suscitamos, também, através da marchinha ‘Fala Edilene’, que também a ex-primeira dama faça delação premiada. E temos outras marchinhas com letras inéditas e hilárias que participarão do festival”, completa. Para preservar a integridade física dos compositores, segundo Paulo Onofre, todas as letras do Festival de Marchinhas trazem a assinatura de pessoas que já morreram. 

Assim como ano passado, um dos principais entraves para organizar o evento é captar os recursos financeiros que viabilizem sua realização. Para este ano, o custo para organizar o festival é R$ 8 mil. Ano passado, Paulo Onofre por pouco não vendeu seu veículo para custear as despesas. “É difícil conseguirmos apoio de políticos. Este ano temos as mesmas dificuldades e estamos com um ‘livro de ouro’ aceitando ajuda, e as pessoas vão ajudando. Precisamos, sim, e buscamos apoio financeiro de amigos, que como nós, estão indignados, e não aceitam a corrupção se alastrando em nosso País, não somente na área política, como também na área empresarial. É desta forma que bancamos o custo do festival”, acrescenta.

Em números

99469-0169

É o contato do jornalista Paulo Onofre para quem estiver interessado em colaborar com recursos para a realização do 4º Festival de Marchinhas da Banda do Jaraqui.

Frase

"Acredito que fica mais fácil o povo entender, através da música, o momento grave que vive o nosso País”

Paulo Onofre, criador do Festival de Marchinhas

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