Publicidade
Carnaval
Especiais

Forró, funk e street dance fazem parte da coreografia dos bois

As coreografias dos bumbás se dividem em coreógrafos dos itens oficiais (Sinhazinha, Cunhã-Poranga, Pajé, Rainha do Folclore e Porta-Estandarte), das tribos indígenas e as coreografias de palco que trazem para o público em geral os passos das toadas 26/06/2015 às 12:31
Show 1
Influência de outros ritmos incorporados ás toadas são frutos de pesquisa dos artistas
Cinthia Guimarães ---

Muito além do passinho clássico do “dois pra lá, dois pra cá” as coreografias dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido compõem mais um aspecto criativo do Festival Folclórico de Parintins que mostram como o ritmo amazonense tem evoluído ao longo dos anos, com mistura de danças tribais, folclóricas e até modernas.

As influências dos passos vêm de ritmos musicais como o street dance, o funk, o forró, a dança contemporânea e até da dancinha estilizada de Michael Jackson, frutos da pesquisa que o artista traz para o espetáculo teatrado.

As coreografias dos bumbás se dividem em coreógrafos dos itens oficiais (Sinhazinha, Cunhã-Poranga, Pajé, Rainha do Folclore e Porta-Estandarte), das tribos indígenas e as coreografias de palco que trazem para o público em geral os passos das toadas.

A paixão pela dança ultrapassa as fronteiras de Parintins. Todos os anos, as duas agremiações convidam grupos de danças folclóricas de municípios vizinhos do Amazonas como Nhamundá, Barreirinha, Itacoatiara e Maués;  do Pará, Óbidos e Juruti. Além dos ensaios apresentados na arena, cada bumbá possui seus grupos de danças oficiais: o Corpo de Dança Caprichoso (CDC), do lado azul, e o Comando Galera do lado vermelho.

Garantido

O  coreógrafo Hélio Siqueira está há 18 anos no corpo de dança do Garantido e comanda aproximadamente 500 dançarinos.

Das novidades para este ano, ele criou a ‘pedalada’ que os dançarinos executam durante o ritual de cura do pajé. Um deles faz movimentos como se estivesse flutuando nas costas de dois dançarinos, que promete surpreender os jurados e a torcida.

Caprichoso

Aos 35 anos, 15 deles dedicados à coordenação coreográfica onde lidera um time de 15 coreógrafos, Jair Almeida é um bailarino nato desde adolescente.  Ele explica que a base da dança é a tradicional indígena e utiliza a linguagem teatral, interpretando quando o índio vai para uma dança, quando morre ou faz movimentos espirituais numa invocação.  Nas toadas mais folclóricas, há contribuição de outras raízes musicais.

Publicidade
Publicidade