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Garantido exalta renascimento, força e vida em sua última noite no Festival

“Parintins não é um lugar perdido, tem seu renascimento na arte e no povo amazonense”, destacou o apresentador Israel Paulain, pouco antes de iniciar do boi encarnado desfilar na arena 01/07/2015 às 11:09
Show 1
Garantido em sua terceira apresentação no Festival de Parintins
Laynna Feitoza Parintins, AM

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O renascimento do boi Garantido, da força e da vida foram o combustível da terceira apresentação do bumbá vermelho no 50º Festival Folclórico de Parintins. O tema da noite, “Vida e Renascimento”, deu asas à renovação. “Parintins não é um lugar perdido, tem seu renascimento na arte e no povo amazonense”, destacou o apresentador Israel Paulain, pouco antes de iniciar do boi encarnado desfilar na arena.

Uma das primeiras alegorias da noite trouxeram uma versão imensa do pai Francisco com Lindolfo Monteverde, em um cavalo de pano. Em seguida, coração gigante com uma coroa pousada no topo trouxe para a arena a Sinhazinha da Fazenda, Ana Luisa Faria, que anunciou estar em seu último festival. A sinhá veio acompanhada do seu pai na história, o amo-do-boi, interpretado por Tony Medeiros, e pela Mãe Catirina e Pai Francisco.                                                                                                           

A alegoria trazia a verdadeira história do auto do boi vermelho. No enredo, Chico havia matado o boi favorito do amo. De tanta tristeza, ele recorre ao pajé curandeiro, vivido por André Nascimento, para ressuscitar o bumbá. Após a ressurreição do boi, ele começa a brincar e é hasteado por uma garça pela arena do Bumbódromo. Quem o acompanha em solo é a vaqueirada do Garantido. Em seguida, a porta-estandarte Daniela Tapajós sai do coração gigante coma coroa no topo e evolui na arena.

Apresentado como “criador e criatura”, o tripa do boi Denildo Piçanã tirou a fantasia em meio à arena por alguns minutos e foi ovacionado pela galera vermelha e branca. Um dos momentos de nostalgia pura foi protagonizado pelo levantador de toadas Sebastião Júnior, que cantou a tradicional “Lamento de Raça”, composta pelo lendário Emerson Maia. Antes de cantar, o cantor seguiu com uma comovente introdução em uma flauta, mostrando seus dotes como músico.

O pajé André Nascimento evoluiu na arena em meio às tribos indígenas de uma forma emocionante: enquanto a tribo fazia coreografias circulares em torno dele, o conselheiro espiritual e místico dançava no meio do círculo, que tinha uma iluminação dourada. Os movimentos do pajé faziam com que a luz se propagasse e ficasse similar ao sol. Em seguida, uma alegoria do Lindolfo Monteverde vestido de pescador trazia a Rainha do Folclore, Isabelle Nogueira.

A própria Rainha do Folclore fez uma participação especial no momento mais emocionante da noite: a representação da vida por meio da maternidade. Conduzida em meio às mães guerreiras da tribo que estavam gestantes, ela evoluiu e, em uma bela interpretação cênica, fez um parto no meio da arena. A cunhã-poranga Verena Ferreira surgiu na alegoria da lenda Ukarãmã, presa aos pés de uma arara vermelha gigante, que conforme subia e seguia para frente a movimentava pela arena. Para encerrar a noite, o boi Garantido gigante foi hasteado nos altos da arena e trouxe um letreiro luminoso com os dizeres “50 anos de festival – Vida”.

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