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Grupo de voluntários faz resgate de cães e gatos abandonados em Manaus

Jovem reuniu um ‘time’ de voluntários que se dedicam a resgatar e encontrar novos lares para cães e gatos abandonados, combatendo um grave problema da capital: os mais de 300 mil animais errantes nas ruas 24/10/2016 às 16:15
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(Foto: Aguilar Abecassis)
Alik Menezes Manaus (AM)

Um trabalho de “formiguinha” é desenvolvido por diversos grupos de voluntários e associações para resgatar animais abandonados das ruas da cidade. Esses “heróis” dedicam tempo e dinheiro para resgatar, cuidar e procurar um novo lar para animais como cães e gatos.

Um desses voluntários é o advogado Diego Alencar, 28, que começou a trabalhar na causa animal há 10 anos. Segundo ele, o amor pelos animais se intensificou ainda na juventude. Os pais do jovem doaram um cachorro que ele criava. “Fiquei muito triste. Eu queria saber notícias dele, queria saber se ele estava sendo bem tratado, quem eram seus novos donos, sentia falta dele”, lembrou.

O trabalho, na prática, começou após Diego ler uma reportagem no jornal A Crítica sobre o trabalho de organizações que atuavam resgatando e cuidando de animais. “Achei o trabalho lindo. Fui lá e me tornei voluntário, busquei aprender mais sobre como desenvolver esse trabalho e de que maneiras eu poderia ajudar”, disse Alencar.

As ações do jovem acontecem, na maioria das vezes, em parceria com outras pessoas que dedicam a vida em prol dos animais. Segundo Alencar, muitas pessoas mantém, na própria casa, uma espécie de “lar provisório”. “A gente resgata e leva para esses abrigos de amigos. Lá a gente faz o possível para dar tratamento, alimentos e, principalmente, carinho”, disse.

Mas o objetivo principal dos voluntários é conseguir novos lares definitivos para esses animais. Uma missão difícil porque eles esbarram no preconceito das pessoas. “Os animais novos e bonitos são mais fáceis de serem adotados, as pessoas querem eles. Só que tem muitos que sofreram algum acidente ou tem alguma doença. Nesses caos é bem mais complicado arrumar um novo lar, as pessoas não querem”, lamentou.

Mesmo com as dificuldades diárias, o jovem não pretende para esse trabalho e até desenvolve outras ações além de resgate. Ele participa de ações feiras de doações de animais e também realiza palestras em comunidades e em eventos. “Nós alertamos sobre esse problema. O animal é uma vida, não pode ser jogado de qualquer jeit na rua”, disse.

Com esse trabalho, o advogado acredita que não está cuidando e amando apenas os animais, mas a atividade é fundamental para a cidade de Manaus. Segundo ele, cerca de 300 mil animais vivem nas ruas da cidade. “Estou amando a minha cidade com esse trabalho. A gente se esforça para tirar esses animais das ruas, mas falta políticas publicas”, disse.

Uma das parceiras de Diego é a dona Maria Bethânia Silva, que cuida de animais há mais de 12 anos. Sem recursos, a dona de casa está aflita e depende de doações de voluntários como Diego para continuar desenvolvendo esse trabalho. “Está sendo bem complicado nesses últimos tempos. Mas eu não vou abandonar esses animais, eu não posso, é desumano. Eu amo cada um deles”, disse.

O advogado já perdeu as contas de quantos animais foram resgatados e ganharam novos lares. “Já resgatamos muitos, não sei quantos, perdi as contas. O problema é que ainda tem muitos animais precisam de novos lares, de novos donos. Estamos sempre buscando pessoas que amem animais e estejam dispostos a cuidar”, disse.

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