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Joãozinho, um zagueiro do Peladão que já parou muito atacante no planeta futebol!

Joãozinho agora é o comandante da zaga do Canibais do Rio Madeira, time do Master, que está invicto com duas vitórias no torneio 02/10/2015 às 12:08
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Natural do Porto Velho (RO), Joãozinho chegou a Manaus em 1978 para jogar no Fast Clube, onde atuou por três anos
EQUIPE PELADÃO 2015 ---

Com apenas 17 anos ele jogou contra o New York Cosmos, no antigo Vivaldo Lima, em Manaus, no início dos anos 80. Um zagueiro “casca grossa” e que já foi ídolo do América Futebol Clube. Ele é nada mais nada menos do que João da Paz Cardoso Santos, o Joãozinho, hoje com 56 anos.

Hoje em dia, ele trocou o bom gramado pelo campo de terra batida. Aposentado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o ex-jogador ainda bate um bolão, mas agora participando do maior campeonato amador do mundo: o Peladão.

Joãozinho agora é o comandante da zaga do Canibais do Rio Madeira, time do Master, que está invicto com duas vitórias no torneio. Joãozinho ficou bastante conhecido ao jogar mais de 10 anos pelo América.

Natural do Porto Velho (RO), Joãozinho chegou a Manaus em 1978 para jogar no Fast Clube, onde atuou por três anos. Depois seguiu para Santa Izabel, de Belém (PA), e em 1983 foi contratado pelo Leão da Vila, o Nacional.

Com o time azul e branco, ele foi campeão em Marrocos, quando disputou o torneio do Rei. Na volta à capital, ele teve uma passagem rápida pelo Ferroviário, de Fortaleza. Mas foi no América, em 1987, onde ele ficou bastante conhecido.

Já enfrentou grandes times como Vasco, seleção da Polônia, da Alemanha, o Milionários da Colômbia, entre outros times.

O jogo mais importante foi contra o Cosmo, na década de 80. Com 17 anos, ele atuou na zaga do Fast. “Foi um jogo muito bom. O Vivaldão estava tão lotado que tivemos dificuldades para chegar até o estádio porque tinha muito carro estacionado na rua e o ônibus não teve acesso”, lembrou. Em 2011, ele participou do jogo entre Seleção Brasileira de 1994 versus seleção amazonense. Ele marcou nada mais nada menos que Romário.

O ex-zagueiro parou de atuar no profissional em 1997, pelo América. Mas a fome de bola não parou por aí. Em 2004, ele relembrou o tempo em que jogava no Ypiranga, clube amador de Porto Velho. Joãozinho foi campeão no primeiro torneio Master do Peladão, pelo time Os Normais, atingamente formado por ex-jogadores profissionais do Amazonas.

Momento de tensão

Em 2005, Joãozinho descobriu que tinha câncer no estômago. No dia 12 de dezembro daquele mesmo ano, ele foi para sala de cirurgia. Retirou completamente o estômago e 50% do pâncreas, visícula, baço e rins.

O médico havia dado uma expectativa de apenas dois anos de vida. “Os médicos fizeram uma ligação do esôfago para o intestino e graças ao bom Deus estou aqui, jogando bola e bem de saúde”, explicou.

Este será o último ano em que os campos de Manaus receberão as travas de Joãozinho. Ele pretende pendurar as chuteiras e aproveitar a sua aposentadoria. Atualmente Joãozinho reside no bairro Praça 14 de Janeiro e, para não ficar parado em casa, é ajudante em um restaurante na Leonardo Malcher.

Carne e sebo nas canelas

Em 2007, quando a residência do empresário José Holanda, o “Zezinho”, como é conhecido pelos amigos, estava sendo construída, a primeira parte da obra foi construir o campo. O grupo de jogadores são amigos há muito tempo e ajudaram na construção. Na hora de comer, eles não esperavam nem o Pacu assar e comiam cru mesmos.

“A gente tem um costume de assar um Pacu e depois da pelada aqui em casa todo mundo come. Mas na época da construção do campo aqui em casa, o pessoal não esperava nem assar direito e já botava pra dentro. Só melava na banha e já comiam. Aí tem um amigo nosso que nos chamou de canibais, por isso o nome”, explicou.

O grupo não treina, mas sempre brinca nas peladas de terça-feira, em um campo Society, que fica na própria casa do empresário, no Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul.

O time já possui nove anos de estrada e de Peladão. O grupo sempre fica entre os 16 times finalistas. Em 2010, o Canibais ficou em terceiro lugar. Este ano, o grupo está novamente na disputa do título e já tem duas vitórias no campeonato. Sábado passado venceram o Unidos do São Jorge por 2 a 1.

Marinho Macapá não se cansa


O Canibais possui outra relíquia do futebol amazonense: Marinho Marcos da Silva Santos, o Marinho Macapá. Com 60 anos, o ex-volante do Nacional e Rio Negro também é um dos integrantes do time.

Um recordista de títulos do futebol amazonense, Marinho Macapá nunca perdeu o sorriso e a sede de jogar bola. Ele ainda tem um gás danado e não dá moleza para os adversários. Macapá já foi parceiro de equipe de Joãozinho, pelo Nacional. Os “ex-pedreiras” do futebol amazonense agora estão em busca de outro título, o do Peladão 2015.

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