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Meninos dos campos de várzea de Manaus 'pensam grande' para vencer no mundo do futebol

Garotada iniciante mostra consciência e quer ir longe; eles representam a renovação que acontece todos os anos com a categoria Peladinho da Rede Calderaro de Comunicação (RCC) 23/10/2015 às 21:50
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Kelyson, Alexandre e Diogo são do clube Favelinha
Paulo André Nunes Manaus, AM

Os campos de várzea de Manaus são uma espécie de “habitat natural” para milhares de jovens jogadores, ávidos pelo sucesso em campeonatos de futebol da cidade. No ápice da juventude, eles moldam suas habilidades integrando equipes como a do projeto “Unidos da Favela”, ou “Favelinha”, da comunidade 11 de Maio, no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste, sonhando em ser atletas profissionais.

E enquanto o profissionalismo não vem, um trio de destaques do Favelinha disputa a versão mirim do maior campeonato de peladas do mundo: o Peladinho, representando a renovação que é feita todos os anos na competição criada pelo jornalista Umberto Calderaro Filho, fundador da Rede Calderaro de Comunicação (RCC).

Eles são o atacante Kelyson Costa e o meia Alexandre dos Santos, ambos com 14 anos, e o volante Diogo dos Santos, 12. Em comum entre eles, além da competir no evento da RCC, está o sonho maior de ser jogador profissional. E não será por falta de vontade que eles deixarão passar esse sonho.

Kelyson, por exemplo, sonha com o profissionalismo mas, se  isso não ocorrer, continuará seguindo o caminho dos estudos: ele cursa o 9º ano do Ensino Fundamental na escola Nossa Senhora das Graças.

Admirador de Neymar e Messi, e torcedor do Flamengo, ele disse que o futebol é um “passatempo levado muito a sério”, e que, no Peladinho, pode melhorar “principalmente marcando mais gols para o Favelinha”. “Quero conquistar um título inédito nesse meu terceiro e último ano no Peladinho”, conta o atacante mirim.

PRIMEIRA VEZ

Já Alexandre começou esse ano no projeto e no Peladinho e nunca participou de qualquer escolinha de futebol. Ele disse que, no início, foi difícil devido à concorrência na posição.

Já demonstrando seriedade, ele faz uma análise rigorosa de si mesmo, dizendo que precisa melhorar para ajudar a equipe. “Eu sei que posso melhorar, pois não estou tendo atuações tão boas”, contou ele, que faz o 7º ano do ensino Fundamental também na Nossa Senhora das Graças.


O Barcelona impera na preferência do trio do Favelinha: Kelyson, Alexandre e Diogo se espelham nos mesmos craques - Messi e Neymar. Os dois primeiros são torcedores do Flamengo, e o volante torce pelo Vasco.

GOL DE PLACA

Diogo dos Santos faz o 7º ano na Escola Municipal São Luiz e apesar de não ser o titular, já fala como gente grande na hora de  traçar suas metas. E não tem essa de “jogo fácil” apesar do tio dele, Washington, integrar a comissão técnica da equipe.

“Fui incentivado pela minha mãe, Juliene Carioca dos Santos, com quem moro, junto com meu irmão Oscar, de 15 anos”, diz o volante, que faz uma análise da sua atuação no Peladinho.

“No Peladinho eu estou bem, mas preciso melhorar. Não sou titular; às vezes vou no banco. Mas nos dois últimos jogos atuei”, explica ele, que dá um show quando o assunto é a importância do projeto Favelinha. “Isso aqui representa tudo para nós, pois não estamos seguindo no mundo das drogas, que é ‘do mal’. Esse caminho que estamos seguindo nos leva a um futuro bom longe das coisas más. Já o outro caminho é o das drogas, cadeia, etc. Aos finais de semana vamos para os jogos ao invés de estar em outros cantos por aí. Nós vamos atrás das vitórias”, ensina o jovem que, mesmo sem querer, já marcou um golaço na vida!

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