Publicidade
Carnaval
Especiais

Novo secretário de Segurança Pública fala da necessidade de capacitação dos policiais

Dentre as ações prioritárias que pretende realizar Sérgio Fontes também citou a redução de número de homicídios no Estado 17/01/2015 às 09:45
Show 1
O delegado Sérgio Fontes assume, na segunda-feira, o posto de secretário de segurança pública do Estado
MARIANA LIMA Manaus (AM)

Às vésperas de assumir o posto de titular da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), o delegado federal Sérgio Fontes fala ao A CRÍTICA sobre as prioridades de sua gestão. Nomeado na última terça-feira, Fontes sentará, pela primeira vez, na cadeira de secretário Estadual na próxima segunda-feira.

Em entrevista, o secretário fala sobre “limpeza” no quadro da polícia amazonense, necessidade de capacitação de policiais do Ronda no Bairro e de fiscalização de fronteiras no Estado.

 Quais são as prioridades da sua gestão?

 O nosso leque de prioridades é muito grande. É reestruturar e aprimorar o Ronda no Bairro, investindo no combate prioritário aos crimes contra a vida. Temos uma meta emergencial de baixar os homicídios no Estado do Amazonas o mais rápido possível. Para nós, isso é prioritário. O combate ao tráfico de entorpecentes também, porque isso vai resultar em uma baixa necessária de toda a criminalidade, inclusive os crimes de homicídio. Enfim, reestruturar e capacitar a polícia.

 O que já foi detectado inicialmente pelo senhor?

 Nós registramos uma necessidade de capacitação muito grande do policial, principalmente o do Ronda no Bairro, que lida diretamente com a população.

 A secretaria possui verbas para realizar essas melhorias?

  Há a necessidade de enxugar recursos, mas segundo o governador Melo, haverá recursos para a gente trabalhar, sim.

 O senhor pretende aprimorar o Denarc (Departamento de Narcóticos)?

 Não só o Denarc, mas também vamos criar o DDH que será uma divisão contra crimes de homicídio. Isso é muito importante. As especializadas receberão um tratamento prioritário porque somente assim vamos conseguir combater o crime organizado.

Qual será a importância das delegacias especializadas na sua gestão?

  As especializadas agora vão entrar na nossa lista de prioridades para que possam fazer melhor, com mais eficiência e eficácia o trabalho delas.

 O que o senhor planeja para o Ronda no Bairro?

 Veja, hoje até as UPPs do Rio de Janeiro, que são projetos muito interessantes para aquela realidade do Rio de Janeiro, precisam ser atualizadas sob pena de elas perderem a eficácia e eficiência. A mesma coisa acontece conosco aqui em relação ao programa Ronda no Bairro. É um programa muito bom, mas ele precisa ser atualizado. É preciso investir em outros equipamentos de tecnologia, fazer um upgrade tecnológico. Ele tem que se expandir para todos os municípios do Estado do Amazonas em um ritmo razoável. Ele tem que trabalhar muito no tempo de resposta.

 Como assim?

 Por exemplo, quanto tempo a viatura demora para chegar no local da ocorrência, mesmo fazendo ronda? Isso nós vamos trabalhar para que o tempo seja o menor possível.

 Qual será o papel da polícia científica na sua gestão?

 A polícia científica está agora diretamente ligada ao secretário. Nós temos a perfeita noção da importância da polícia científica no trabalho de polícia judiciária, no levantamento de provas, na garantia dos direitos humanos, enfim, sabemos o quanto é importante uma polícia científica bem estruturada, bem treinada e com resultados satisfatórios. Eu pretendo lidar com a polícia científica diretamente, como a própria lei pede, despachando diretamente com o diretor e técnicos científicos e abordar isso. Agora, minha maior preocupação é o passivo de laudos que existem para sair.

  O senhor pode explicar?

 Há vários entraves na Polícia Civil. Há um passivo muito grande de laudos e nós temos que levantar o motivo. Há uma necessidade de capacitação que será atingido o mais rápido possível.

 Quando o senhor esteve à frente da Superintendência da Polícia Federal a questão das fronteiras era uma de suas prioridades, isso se repetirá na SSP?

 Sim. O governador tem esse interesse (de cuidar da fronteira) e vai levar isso ao Governo Federal porque é um problema que afeta diretamente a Polícia Federal, a União, mas que acaba desaguando na criminalidade do Estado. Então, ele vai sim investir, empregar recursos nessa atividade, mas vai cobrar também do governo federal que atue junto com a gente.

 O senhor pretende convidar alguém da Polícia Federal para trabalhar com o senhor?

 Sim. Na verdade, existem muitos talentos na Polícia Civil, Militar e no Corpo de Bombeiros, mas eu pretendo trazer um ou dois colegas para serviços mais urgentes. Nós pretendemos colocar a nossa marca, então, traremos colegas que trabalharam com a gente há algum tempo, mas vai ser no máximo duas pessoas.

 Haverá mudanças na Secretaria de Inteligência?

 Nós ainda estamos conversando com o governador para definir quem vai exercer o cargo. A secretaria em si será reformulada, não tenha dúvida quanto a isso, porque ela é extremamente estratégica para a SSP.

 O senhor pretende fazer uma depuração na polícia?

 Com certeza, iremos fazer isso, mas sempre respeitando o policial, o nome dele, sem expor ele. O policial bandido precisa ir para a rua, para a cadeia. Se ele não for bandido, o bom policial, precisa ser preservado. Até no erro, se não for um erro de desonestidade, ele precisa ter a sua honra e integridade moral preservada.

Publicidade
Publicidade