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Passista plus size surpreende na avenida do Samba em Manaus

A passista plus size está na função há 4 anos e conta que, no início, sofreu bastante preconceito por conta do peso e dá relação dele com o Carnaval mas que hoje em dia, não liga para as críticas 26/02/2017 às 02:12 - Atualizado em 26/02/2017 às 02:28
Show passista
(Foto: Laynna Feitoza)
Laynna Feitoza Manaus

No G.R.E.S. Reino Unido da Liberdade, uma moça chama bastante atenção do público. Ela veio na última ala dá escola e surpreendia sobre o poder que exercia sobre si mesma e sobre as mulheres que a assistiam. A funcionária pública Kelly Araujo, 35, já não liga mais para os olhares tortos das pessoas sobre os seus 83 kg.

A passista plus size está na função há 4 anos e conta que, no início, sofreu bastante preconceito por conta do peso e dá relação dele com o Carnaval. "Há dois anos falaram pra mim que eu era uma botija de gás e que era pra eu ficar em casa. Fiquei triste mas abstrai, porque se eu cair no poço fica difícil de sair", garante ela. Para o Carnaval, ela se prepara com aulas de zumba, street dance e malha para enrijecer os músculos.  

                 
Para Kelly, o preconceito sempre dará um jeito de chegar. A partir daí que ela defende: as pessoas precisam se aceitar e se amar. "Se eu pudesse sair nua na rua eu sairia", coloca ela. Hoje ela se adora, mas ela explica que nem sempre foi assim. "Já cheguei a pensar que não estava tão bem", reflete a passista.                        
Mas, para conseguir alinhar sua autoestima a sua saúde, Araujo destaca que precisou adequar a sua rotina. Ela, que já pesou mais de 90 kg, fez uma reeducação alimentar por conta do seu bem estar. "Estava com pressão alta, fui ao endocrinologista. E ao nutricionista também, adaptei o samba para minha melhora. Hoje em dia eu sou super saudável", garante a funcionária pública que, quando está na avenida, esquece de tudo. "Temos os nossos problemas, nossas dividas, mas é uma magia arrepiadora. E eu falo para as mulheres gordinhas para não terem vergonha e enfrentar o preconceito. Tem que meter a cara, botar a fantasia e ir pra avenida mesmo, sem medo de ser feliz".                                                
                                             

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