Sábado, 20 de Julho de 2019
Sexta a desfilar no sábado

Pelo direito de sambar, Vitória Régia aborda a Ordem dos Advogados do Brasil no AM

Pelos lados da Praça 14 de Janeiro, em Manaus, a verde e rosa Vitória Régia vai trazer o enredo “Advocacia – Dos Primórdios à OAB Nosso Direito de Sambar em Verde e Rosa”.



vitoriaregia20181.JPG Carro alegórico em verde e rosa, cor da Vitória Régia, que é a sexta escola a desfilar no Sambódromo de Manaus neste sábado / Fotos: Márcio Silva
09/02/2018 às 15:23

A Vitória Régia da Praça 14 de Janeiro, a querida Verde e Rosa, vai trazer o enredo “Advocacia – Dos Primórdios à OAB Nosso Direito de Sambar em Verde e Rosa”, contando a história da Ordem dos Advogados do Brasil até chegar ao Amazonas. O desfile da escola começa às 2h40 no Sambódromo de Manaus.

“A OAB do Amazonas mostra ao Brasil que ainda existem pesssoas honestas e sérias. Vamos levar para a avenida toda essa história até chegar na parte da corrupção. Faremos sátira, também, com esse fato do Amazonas ter tido três governadores em um ano. Agradecemos ao presidente da OAB-AM, Marco Aurélio Choi”, disse o presidente da escola de samba, Didi Redman.

“Viremos com 22 alas, 3.800 brincantes, três carros alegóricos e um tripé, com uma comissão de frente belíssima. Nossa comuniade vibra, sofre, coordena, incentiva, é o nosso oxigênio”, completa o dirigente.


Didi Redman, presidente da Vitória Régia, que homenageia a OAB-AM em seu tema  

A Vitória Régia, desde a sua fundação, sempre esteve presente em todos os desfiles desde 1976 e é a escola de samba mais antiga de Manaus, reforçando sempre o título berço do samba, onde o batuqueiro bate forte de janeiro a janeiro, como diz o refrão de um de seus mais conhecidos sambas de concentração. A escola tem 11 títulos no Carnaval de Manaus: 1977, 1978, 1979, 1980, 1984, 1990, 2001, 2002, 2004, 2010 e 2014.

'Berço do Samba'

A Praça 14 de Janeiro é considerada o “Berço do Samba” porque foi lá que surgiu a primeira escola de samba de Manaus: a Escola Mixta da Praça 14 de Janeiro, fundada em 1946 e que existiu até o ano de 1962. Estava, ali, o embrião para a fundação, em 1975, da Vitória Régia, a querida verde e rosa. Seu primeiro presidente foi Fernando Medeiros, e o último Edmilson Costa, e tinha como cores do pavilhão o amarelo, preto e vermelho. O nome é derivado da grande diversidade étnica, entre negros, caboclos e descendentes de portugueses da Praça 14 de Janeiro.

Mudança no intérprete

Uma das mudanças na agremiação foi a saída de Prince do Boi pelo novo intérprete, que será Joel Fernandes, que fará dupla na avenida com Dom Hemerson. No entanto, Joel, que tocava no Scala do Samba, sofreu uma cirurgia há alguns meses, e sua participação no desfile ainda é indefinida.

Aposta na criatividade e na superação

O artista plástico Diogo Pinheiro, 36, vai para o seu terceiro ano como artista responsável pelas alegorias da Vitória Régia. Nesta temporada, ele comandou 12 operários de barracão de 8h às 20h numa “pegada”, como ele fala, sem sobrecarregar ninguém. 

“Vamos para o terceiro ano, graças a Deus, com muito trabalho e criatividade na escola, com confiança total do presidente pois acho que isso é a alma do trabalho. Se não acontecer isso não rola”, conta o artista, assim como outros das agremiações do Grupo Especial, também nascido em Parintins.


Diogo Pinheiro, artista que comandou 12 operários no barracão da Vitória Régia

Diogo não revela os segredos, mas pede para que o leitor de A CRÍTICA preste bem atenção na comissão de frente e no carro abre-alas da agremiação. “Eles vão ter segredos que no momento certo serão revelados ao público. Temos apostado muito na criatividade, sei que o momento é de crise, mas temos que nos superar a todo tempo, utilizando materiais alternativos para desenvolver bem o trabalho”, contou.

Raio-X

Nome: Vitória Régia

Enredo: “Advocacia – Dos Primórdios à OAB Nosso Direito de Sambar em Verde e Rosa”

Data de fundação: 1º de dezembro de 1975

Componentes:  3.800

Entra na avenida às: 2h40

SAMBA-ENREDO VITÓRIA RÉGIA

Compositores: Marinho Saúba, Onércio Torres, Rodrigo Novaes, Plínio Cruz, Bambi do Samba e Edmundo Soldado

Viajando no tempo

Encontramos a origem das leis

Mesopotâmia, Atenas e Roma

Justiça social e liberdade

A verde e rosa clama pela igualdade

Direitos da humanidade

Em nome do Pai, oremos, amém

E hoje, com a OAB a desfilar

De terno e gravata

Feliz a sambar

Pega na barra da saia, baiana

E roda com alegria

Amor, que euforia!

O berço do samba encanta

Balança o meu coração

Verde e rosa tu és minha paixão

No mundo novo,

De Coimbra em Portugal à Olinda no Brasil

E no Largo de São Francisco

Os primeiros bacharéis

Célebres imortais das leis e dos direitos

Sentinelas fiéis da justiça

Em Manaus, a faculdade pioneira

É patrimônio, a velha jaqueira

No carnaval, certifico e dou fé

Praça 14 é raiz, comunidade

De fato e de direito, a nossa bateria

É verdadeira universidade

Vitória régia pisa forte na avenida

Bate no peito a mãe do samba chegou

No laço cultural com a OAB, decantar

O nosso direito de sambar

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