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Perder o maior patrocinador tem sido um desafio para o Puraquequara

De acordo com o técnico, o patrocínio beneficiava o time com bolas, calçado, uniformes, transportes para jogos, entre outros 25/09/2015 às 10:25
Show 1
Derrota é lembrança pra ficar no passado. Puraquê vem forte
equipe peladão 2015 ---

A crise econômica chegou no Brasil e não atingiu somente os setores comerciais. O Puraquequara está sofrendo na pele por conta da falta de patrocínios, conforme afirmou o técnico Klinger da Costa.

Segundo ele, o principal patrocínio do time, que era feito por um empresário do ramo de aço, cortou os benefícios que eram proporcionados para o time e torcida.

O motivo foi justamente a crise ecônomica que se agravou no país, atingido vários setores comerciais, inclusive no Amazonas.

De acordo com o técnico, o patrocínio beneficiava o time com bolas, calçado, uniformes, transportes para jogos, entre outros. Em 2014, o time recebeu a notícia de que o patrocínio iria acabar por conta da crise. “Desde o ano passado não temos mais esses benefícios, mas estamos seguindo em frente. Temos outros patrocínios que nos ajudam com algumas coisas“, explicou.

Astros

Além do gari, que é a estrela do time, o grupo também tem outros astros. Segundo o técnico, todos os jogadores são do bairro e muitos vivem da pescaria do lago do Puraquequara.

“Mais de cinco jogadores são pescadores e todos os dias saem para pescar porque vivem disso”, explicou ao exaltar ainda que a comunidade do Puraquequara tem sido exemplo nos últimos quatro anos por conta da entrada no time no Peladão. “Antes só viam a penitenciária, agora com o time, eles esqueceram a UPP e a imagem ficou melhor”, disse.

Amigos para sempre

Além do Gari Coquinho meio campista, o Puraquequara também possui outros craques como os cabeças de área James Nunes, 31, José Augusto o “Zezinho”, 22, e o volante Gabriel Damascena, 18.

Juntos, os três participam, além do Peladão, de torneios de pênaltis em comunidades do outro lado do rio. Os amigos conhecem de cor os trajetos do rio Negro e quando ganham os jogos do Peladão, tomam banho e se divertem nas águas escuras do rio Negro.

Um deles, Zezinho, tem família que vive de rebanhos de bois e porcos, tudo conquista de campeonatos de pênaltis. Segundo o trio de amigos, o Peladão tem que ser jogado todo ano e o Puraquequara não pode ficar de fora. “Acho que vamos levar esse ano”, disse James Nunes, confiante no título deste ano.


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