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Primos inseparáveis formam a dupla mais unida do Peladão Brahma 2015

No Peladão, eles jogam juntos há 10 anos, sempre no mesmo time. Os dois chegaram em 2012 nas oitavas para o Arsenal. Na época, eles jogavam pelo Resto da Aristides Rocha 04/12/2015 às 13:21
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Paulo e Robson são como carne e unha dentro e fora de campo
EQUIPE PELADÃO 2015 ---

“Unidos como carne e unha” e “não nos separamos por nada”. Essas são as definições que os primos Paulo Ricardo e Robson Duarte, ambos com 28 anos, levam no dia a dia, seja no trabalho (os dois são industriários na mesma empresa) ou no esporte, onde atuam juntos há dez anos. No time do Laranja Mecânica Amigos do Resto eles são dupla de destaques da equipe no Peladão Brahma 2015.

Morando na mesma residência, na rua Aristides Rocha, Petrópolis, Zona Sul, foi lá no meio da boleirada da rua, que eles começaram a jogar futebol. Volante de marcação, Paulo Ricardo teve passagens pelo juniores do Holanda e no profissional pelo Tarumã, em 2004. Robson teve uma rápida passagem pelo São Raimundo em 2007. Jogando pela ponta direita, ele puxa para esquerda para chutar e é bem conhecido nos campeonatos que participa nos bairros, de onde não faltam convites de várias equipes, mas sob uma condição: ele só vai se o primo for. E o contrário também é verdadeiro.

No Peladão, eles jogam juntos há 10 anos, sempre no mesmo time. Os dois chegaram em 2012 nas oitavas para o Arsenal. Na época, eles jogavam pelo Resto da Aristides Rocha. Com passagens pelo Amigos do Babacinho, AJ, Scorpions e Urubuzada, Paulo Ricardo ainda chegou a jogar na base do Holanda, em 2005. Na bagagem, alguns títulos de campeonatos de bairro como o do campo do Penarol, campo do Aleixo, do Ceam, e Suplanzão, além do título do Esquenta do Peladão 2011. Ele ressalta que a amizade e fraternidade que existe entre ele e o primo vai além das quatro linhas.

“Somos assim desde pequenos, somos acostumados sempre no mesmo time. Quando um recebe o convite para jogar em algum time, tem que levar o outro. Até mesmo no trabalho, na LG, jogamos no mesmo time no campeonato das indústrias”, explicou Paulo, ao destacar que está preparado para encarar o Mauazinho Compensão no próximo jogo. “As expectativas são boas porque temos um bom time. A gente conhece a competência do outro time, mas vamos na garra para a próxima fase”, afirmou.

PALAVRA DE PRESIDENTEDe acordo com o presidente do time, Rony Mourão, o “carrossel holandês baré” retornou ao Peladão ano passado, após 16 anos ausente. Em 2014 o Laranja Mecânica ficou entre os 60 melhores. Neste ano o time foi mais além e até agora está entre os 30 melhores no maior campeonato de peladas do mundo, com cinco vitórias, dois empates e uma derrota. “Nosso time tem qualidade para jogar até a final, se Deus quiser. Temos um time bom e forte”, confessou o presidente.

Com treinos coletivos no Clube da Petrobras, o time está focado e treinando forte para o próximo desafio, Mauazinho Compensão, considerado “parada dura” para a comissão técnica.

Para manter toda a logística durante os jogos e manter o time competitivo, a boleirada e amigos da rua Aristides Rocha promovem bingos, rifas e possuem até uma banda de Carnaval (Banda do Laranja Mecânica).

Inspiração na Holanda

Reinaldo Fonseca faz parte da comissão técnica e é um dos fundadores do time. Ele ressalta que seu pai gostava da seleção holandesa e assim batizou o time com o nome Laranja Mecânica. Como na rua já existia um time de futebol e não davam oportunidades para eles jogarem, resolveram, após uma reunião com alguns amigos apaixonados por futebol da rua Aristides Rocha, fundar o próprio clube, em 1997 para disputar o Peladão. No ano seguinte não deu muito certo e ficaram ainda na fase de grupos. Depois disso o time se desfez e ficaram afastados por 16 anos até o retorno, ano passado, quando resolveram resgatar o Laranja Mecânica. “Fizemos uma bela campanha ficando entre os 60 melhores, perdemos de 2 a 1 de virada para um bom time, o Unidos da Glória”, explicou um dos membro da comissão técnica e um dos fundadores da nova versão do time, Reinaldo Fonseca. Como o primeiro time da rua, o Amigos do Aristides Rocha, também se desfez, houve a fusão entre os dois clubes para 2015.

Blog: Reinaldo Fonseca, um dos fundadores da nova versão do Laranja Mecânica

Estamos entre os trinta melhores e vamos brigar pelo título, pode ter certeza disso. Mesclamos no nosso elenco um time jovem com a experiência de outros jogadores. O pessoal está focado no título, estamos com um trabalho forte, a diretoria faz de tudo para que não falte nada para os jogadores. Nosso time é humilde e contamos com ajuda do pessoal da rua, que sempre nos apoiam como podem. Para arrecadar verba promovemos bingos, rifas e temos uma banda carnavalesca, formando um time forte e competitivo e, com empenho de todos, vamos com certeza chegar à final deste Peladão.

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