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Ritmistas são verdadeiros guerreiros das escolas de samba

Componentes do setor que é considerado o ‘coração’ de toda agremiação falam sobre a expectativa para a apresentação no desfile. O sentimento de emoção independe da idade, profissão e até da condição física deles 02/02/2016 às 21:32
Show 1
O professor José Valdo está na bateria da Sem Compromisso há cerca de 3 anos. José Eduardo Alvarenga é o mais antigo e o 1º mestre de bateria da ‘Andanças’ (ao centro) e William Guerreiro é fanático pela G.R.E.S. Reino Unido, onde toca tan-tan
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Eles são verdadeiros guerreiros das agremiações, conduzindo seus instrumentos na cadência da emoção e, por isso, ganharam o “status” de “coração” das escolas de samba. Estamos falando dos ritmistas, que comandam as baterias, primordiais para o desfile de qualquer agremiação.

Alguns adotaram a palavra “guerreiro” por histórias de superação que tiveram. É o caso de William de Freitas Ferreira, 30, chamado de “William Guerreiro” após sobreviver a um grave acidente de trânsito em 25 de junho de 2004, quando ficou quatro dias em coma, 30 dias na UTI e mais 2 meses internado em um hospital local.

Locomovendo-se atualmente em uma cadeira de rodas motorizada, o ritmista de tan-tan da “Bateria Furiosa” da Reino Unido da Liberdade desde 2010 conta que é difícil descrever esse momento. “É difícil de descrever em palavras. Sou torcedor fanático da Reino Unido e já acompanhava a escola desde pequeno pela TV e no rádio de pilha. E, hoje, fazer parte disso aí é emoção pura”, conta.

Já o professor de língua portuguesa José Valdo Nogueira Parente, 42, está na bateria “Destemida” da Sem Compromisso há três anos - seu instrumento é a caixinha. “Eu voltava para casa após o trabalho e ficava acompanhando os ensaios de bateria na quadra aqui do Nova Cidade. Até o dia em que eu pedi para entrar. E estou até hoje”, diz.

Outro ritmista já foi mestre de bateria da Andanças de Ciganos. Trata-se de José Eduardo Alvarenga Silva, 54, o mais antigo ritmista e o primeiro mestre de bateria da agremiação. “Cheguei à Andanças aos 16 anos de idade”, comenta ele, que toca o tradicional tamborim, mas que executa com perfeição qualquer dos instrumentos. Afinal, ele foi mestre. “É maravilhoso ser ritmista. É onde eu comecei na escola e sigo até hoje”, diz o simpático José que, quando não está animando os ensaios, trabalha como motorista de uma empresa de gás local.

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