Publicidade
Carnaval
#Manaus347

Ritta Calderaro, Martha Falcão e Orígenes Martins são exemplos de amor à educação

O ‘trio de ouro’ é exemplo de lições diárias de dedicação e amor ao ensino 24/10/2016 às 19:44 - Atualizado em 24/10/2016 às 19:45
Show 1151849
(Foto: Euzivaldo Queiroz)
Alik Menezes Manaus (AM)

Quando o assunto é o amor pela educação, Manaus têm vários exemplos inspiradores, como o legado deixado por um “trio de ouro”: Ritta de Araújo Calderaro, Martha Falcão e Orígenes Martins, que de despediram dos “eternos alunos” em 2016, mas seguem dando lições diárias de dedicação ao ensino.

Dona Ritta Calderaro é considerada uma mulher à frente do seu tempo e, desde muito nova, sempre foi atuante em uma das áreas que mais amava: a educação. Filha de do desembargador André Vidal de Araújo, um dos primeiros filantropos do Amazonas, que há mais de 60 anos fundou instituições de ensino por todo o Estado, ‘dona’ Ritta dedicou muito do seu tempo dando aulas para cegos, surdos e mudos nas instituições do pai. “Ela deixou um legado social e de fraternidade”, disse Júlio Antônio Lopes, diretor jurídico da Rede Calderaro de Comunicação (RCC).

Para Lopes, uma das grandes qualidades de dona Ritta era a capacidade de se doar em prol de uma causa, principalmente quando o assunto era a educação, que, inclusive, teve um destaque maior ainda por meio das páginas do jornal A CRÍTICA. “Ritta se empenhou em consolidar o sonho de Umberto Calderaro Filho, de formar a consciência de seus concidadãos. Dona Ritta fez do jornal um veículo de educação”, disse.

Após assumir o comando do jornal A CRÍTICA, dona Ritta esteve à frente de outro projeto elogiado pela sociedade, o “A CRÍTICA na Escola”. “O jornal era utilizado como elemento pedagógico em sala de aula”, explicou Lopes.

O secretário de Cultura do Estado, Robério Braga, foi aluno de dona Ritta Calderaro e também teve elogios sobre a contribuição da educadora na sociedade manauara. “Dona Ritta Calderaro era humanista, dedicada, sobretudo ao trabalho com menores carentes e deficientes, como surdos e cegos, e a formação de assistentes sociais quando nem se falava nessas mazelas sociais”, contou.

Dona Ritta foi um exemplo para Robério Braga, contou o secretário, mostrando o respeito que tinha pelos alunos, o amor pela cidade, a paixão pelo magistério e o exemplo de moral e ética. “Sabia como estimular os jovens para o estudo e as boas práticas na vida”, disse.

Semeadora

Outro exemplo inspirador é o da professora Martha Falcão, que mesmo sendo de origem humilde, não se abateu pelas dificuldades e humilhações pelas quais passou na trajetória de estudante.

A professora é conhecida no meio educacional como uma “semeadora”. O legado, segundo a filha de Martha, Nelly Falcão, são “milhares de sementes de amor pelo ensino plantadas nos corações e mentes das pessoas”. “Essas sementes germinaram e hoje estão dando frutos, isso podemos ver e sentir através de uma nova consciência ecológica e da educação ambiental da nova geração”, disse, orgulhosa, Nelly Falcão.

Outro legado da professora foi na questão socioambiental. Como uma demonstração de amor por Manaus e pela educação, ela fundou vários grupos de atuação em prol do meio ambiente da cidade. Martha, inclusive, plantou milhares de árvores em algumas das principais vias da cidade, entre elas a Ephigênio Salles. E boa parte delas continuam lá, oferecendo sombra a quem caminha debaixo do sol escaldante de Manaus, sem nem imaginar de quem eram as mãos que as plantaram.

Visionário

Outro ícone da educação no Amazonas, apaixonado pela arte de ensinar, foi o professor Orígenes Martins. Um visionário, como é conhecido na sociedade amazonense, ele foi o fundador do Centro Integrado de Educação Crhistus (CIEC) e do Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa).

“Ele foi um visionário, um homem à frente do seu tempo. Na primeira escola que fundou, as aulas eram dinâmicas e iam além da sala de aula”, disse Valéria Martins Lippi, filha de Orígenes, que também herdou do pai a vocação para ser professora. E não foi a única. Cláudia Martins, Orígenes Jr e Maria Berenice, todos filhos, também enveredaram pela área da educação, seguindo os passos do pai.

Seja por amor à educação ou pelo amor à cidade, o educador sempre esteve envolvido e dedicado em projetos de incentivo a estudantes do Amazonas. Ele é, também, autor de vários livros sobre a região amazônica. “Ele desenvolveu um plano didático para dar mais oportunidades para os estudantes da rede pública, um material que era usado apenas em escolas particulares naquela época”, disse.

E, além de todas essa “facetas”, Orígenes alimentava uma paixão incomum: coleções - elas vão de discos a livros, passando por perfumarias e outros objetos. Mas a maior coleção que ele fez ao longo da vida foi, sem dúvida nenhuma, a de admiradores da importância do trabalho que ele desenvolveu no Estado e dos valores repassados por ele a outras gerações de manauenses que vieram depois e que vão dar continuidade a esse legado à educação de Manaus.

 

Publicidade
Publicidade