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Sem Compromisso abre o Carnaval 2017 contando a história das feiras

Desfile teve problemas no final, com carro que teve dificuldades para entrar na avenida, mas foi belo e organizado 25/02/2017 às 20:17 - Atualizado em 26/02/2017 às 20:00
Laynna Feitoza

Sob o enredo "Eu tenho pra vender... Quem quer comprar?" é que a escola de samba Sem Compromisso entrou na avenida do Sambódromo, com cinco minutos de atraso, iniciando às 20h05. O desfile encerrou dentro do limite de tempo, marcado por problemas com o último carrp mas com um desfile bonito e organizado. "A Sem Compromisso se apresentou com a alegria de um feirante, que chama as pessoas para comprar, fazendo versos. Foi um desfile alegre, contagiante e bem positivo", avaliou o presidente da escola, Getúlio Lobo.

Para ele, mesmo com avaliação positiva, é cedo para falar em título. "Todas as co-irmãs farão um belíssimo Carnaval, e a gente sempre procura fazer um grande desfile, errando um pouco ali, acertando ali. Viemos para concorrer e cumprimos nossos objetivos, mas o título depende muito dos jurados", ressaltou ele, destacando a proposta diferente da escola. "Procuramos mostrar um carnaval que não fala de políticos, fala do trabalhador, da feira, do cheiro das frutas, do perfume das verduras e fizemos isso com muita alegria". 

O desfile

 

A escola levou cerca de 2.500 brincantes distribuidos entre aproximadamente 22 alas e soma dois títulos no Grupo Especial do carnaval Manauara. A comissão de frente representava a realeza da Idade Média, época em que as feiras e comércios populares tiveram o seu despertar.

Com trajes que remetem às sinhazinhas e senhores feudais, a comissão de frente trouxe a representação dos reis e das rainhas, segundo o diretor da comissão de frente, Rodrigo Fróes.

Após o abre-alas, veio a ala dos cangaceiros nordestinos e dos brincantes quadrilheiros.  Eles foram seguidos pela ala dos passistas de carnaval, que enfim puxou os brincantes das demais danças folclóricas nordestinas.                       

Com livros abertos no peito e na cabeça, a ala representando a feira dos livros entrou na avenida. Na cabeça dos brincantes, os livros se confundiam com os chapéus de formatura. No traje dos brincantes, réplicas de chaves fazem analogia com a passagem de abertura para o conhecimento.

Após a performance do casal de mestre sala e porta bandeira, as alas a seguir representaram duas grandes feiras populares do Amazonas: a feira do produtor e a feira da banana, na Manaus Moderna. As duas alas regionalizaram a ideia da escola, que começou explicando sobre a origem das feiras no mundo.

O terceiro carro da Sem Compromisso, que representava as feiras do sertão, teve dificuldades em entrar na avenida e ficou emperrado por falha de manuseio. Mas o problema foi solucionado e o carro pôde avançar na avenida, encerrando a apresentação dentro do tempo estipulado

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