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Carnaval
CAMPEÃ 2018

Carnaval 2019: Reino Unido vai relembrar Mãe Zulmira para festejar 30 anos do 1º título

A atual tricampeã do Carnaval de Manaus vai celebrar no próximo ano o enredo: “Tambores, Crença e Costumes Afro-Brasileiros – A Benção Mãe Zulmira” 21/02/2018 às 19:08 - Atualizado em 10/03/2018 às 10:01
Show reino unido
Para 2019, Mãe Zulmira e toda a afrodescendência característica da escola de samba surgirão novamente, mas não numa reedição do enredo / Foto: Evandro Seixas
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Em 2019, quando completará 30 anos do seu primeiro título entre as grandes do Carnaval de Manaus, a Reino Unido da Liberdade vai celebrar, buscando nas suas raízes afrodescendentes, um enredo que já nasce épico. Atual tricampeã do Carnaval de Manaus, e com um total de 12 títulos no currículo, a escola de samba confirmou que virá no próximo ano com “Tambores, Crença e Costumes Afro-Brasileiros – A Benção Mãe Zulmira”.

Em 1989, num dos maiores desfiles já realizados na antiga avenida do samba da Djalma Batista, a Reino foi campeã pela primeira vez com “Mãe Zulmira, o Amanhecer de Uma Raça”, contando a história da famosa mãe de santo do Morro da Liberdade já falecida.

Para 2019, Mãe Zulmira e toda a afrodescendência característica da escola de samba surgirão novamente, mas não numa reedição do enredo, informa o diretor de harmonia da Reino, Clemilton Pinto, mais conhecido como “Peara”.

“A comunidade vai relembrar os 30 anos do primeiro título. Em princípio houve uma especulação que iríamos reeditar o enredo ‘Mãe Zulmira, o Amanhecer de Uma Raça’, mas todas as escolas que fizeram isso não se deram bem. E, em face disso, a Reino decidiu vir com um enredo afro no qual pudéssemos homenagear os 30 anos de ‘Mãe Zulmira’ e o seu primeiro título. Ela vem na parte espiritual, no legado deixado pelos africanos do Brasil, e vai ser uma grande homenageada, em um enredo rico”, explicou o diretor de Harmonia da Reino, Clemilton Pinto, o “Peara”.


Arte do enredo de 2019 divulgada pela Reino Unido da Liberdade. Arte: Bruna Colares

“Vamos em busca do tetracampeonato do Carnaval amazonense. Não podemos parar”, salienta ele. O samba-enredo também será inédito, informa o diretor.

Na parte da sinopse obtida por A Crítica sobre o enredo, a escola de samba cita, ao explicar sobre o novo tema, que “O Brasil é um dos países que mais possuem influência de outras nações na formação da sua cultura. Essa miscigenação deve-se ao processo de imigração que vem desde a época do descobrimento e mantém-se até hoje. Como símbolo dessa mudança, nós temos os africanos, que foram trazidos nos navios portugueses para trabalharem como escravos, junto aos índios, na extração do pau-brasil e outras especiarias”, disse em trecho.

“Os africanos também tinham ligação com o espiritismo, acreditavam que seres de um mundo invisível pudessem se comunicar através de algumas pessoas que possuíam graus elevados dentro da religião. Eles utilizavam roupas para reverenciar, comida como oferenda, música e dança como saudação a fim de expressar a fé de cada um. O legado deixado por eles é muito vasto e podem ser destacados alguns pontos que contribuem para cultura brasileira. No vestuário: saias rodadas, panos vistosos, braceletes e argolões. Na música: agogô, agbê, berimbau, cuíca, atabaques, jongo, barrica, tambores. Na dança: axé, afoxé, maracatu, samba. Na gastronomia: azeite de dendê, caruru, vatapá, acarajé”.

A escola de samba foi tricampeã este ano com o enredo “Ao Mestre com Carinho, na Escola da Vida eu Sou Professor”, homenageando os mestres tanto no contexto histórico quanto no dia a dia da própria agremiação.

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