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Um arraial, sete amigos bêbados e um time no Peladão 2015

O nome do grupo também é atribuído à quadrilha folclórica, que integra jogadores do time e de uma família de jovens, senhores, mulheres, apaixonados por futebol e dança 18/09/2015 às 16:15
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O time Máster do 7 QUEDA vai ao terceiro ano de Peladão
equipe peladão 2015 ---

Eles já passaram dos 40 anos, mas é claro que esbanjam fôlego e vontade de jogar o Peladão. A categoria Master também entra em cena no final de semana, e com ânimo renovado.

Sete amigos e uma missão: cuidar de uma barraca de caipirinha em um arraial de bairro. advinha o resultado. Todos beberam demais e caíram no chão bêbados. Dormiram até de manhã. Pouco dinheiro na hora de contabilizar a renda da noite, mas, desse momento único entre os amigos, surgiu um time amador de futebol: o 7 QUEDA. O nome do grupo também é atribuído à quadrilha folclórica, que integra jogadores do time e de uma família de jovens, senhores, mulheres, apaixonados por futebol e dança.

De acordo com o presidente do time e da quadrilha Renê Custódio Pessoa, de 41 anos, o grupo todo é formado por familiares. Alguns jogadores até estão entre os integrantes da quadrilha de brincantes. O time Máster do 7 QUEDA vai ao terceiro ano de Peladão. O grupo também possui um time principal, que já tem 10 anos de estrada. A força do grupo vem de uma união antiga entre familiares e amigos da rua José Monteiro, no bairro Japiim, Zona Sul de Manaus.

Há 20 anos, uma antiga quadrilha chamada Formigueiros na Roça se apresentou uma única vez em um arraial na rua. O sucesso foi tanto que o povo gostou, porém quem havia criado o grupo se mudou para um bairro da Zona Leste.

“A quadrilha era de um amigo. Ele colocou para se apresentar no arraial do Japiim e todo mundo gostou, mas ele se mudou para o São José e nunca mais fez. Foi aí que, no último dia de arraial que ele fez, meu pai mandou colocar uma banca de caipirinha para nós vendermos, mas só que fizemos foi beber. Quando foi 5h da manhã, meu pai foi atrás de nós e nos encontrou jogados no chão. Foi a partir daí que resolvemos montar uma quadrilha e colocamos esse nome, que também já serviu para batizar o nosso time”.

A quadrilha folclórica tem mais de 20 anos de estrada e já foi campeã do Festival Folclórico de Manaus em 2005 e 2007. Segundo Renê Pessoa, que além de presidente é jogador, dos 22 jogadores do elenco, 16 são parentes de uma mesma família e também são integrantes da quadrilha. E pensa que tem moleza? Nada, eles se rebolam para participar dos ensaios e dos treinamentos. “Os ensaios começam em novembro e jogamos no Peladão, treinamos para os jogos e ainda dançamos quadrilha”.

Ele é quem manda

Confiante, Renê Pessoa aposta na união da família e na força de vontade. O grupo treina pesado todas as terças-feiras na areia da praia da Ponta Negra.

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