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Unidos do Alvorada enaltece o Nordeste, mas estoura tempo em cinco minutos

Presidente saiu satisfeito com o resultado, mas reclamou das falhas que levaram a agremiação a sair com atraso 25/02/2017 às 22:52 - Atualizado em 26/02/2017 às 06:38
Laynna Feitoza Manaus

Em uma viagem pelos costumes, culinarias, festas e fé do povo nordestino, a escola Unidos do Alvorada entrou na avenida do samba Manauara. A bela e animada exaltação ao Nordeste, no entanto, fez a escola ultrapassar seu tempo de desfile em cinco minutos, cruzando o portão com 75 minutos de desfile. 

O presidente dá Unidos dá Alvorada, Heroldo Linhares, avaliou positivamente o desempenho da sua escola, mesmo com os problemas. "Foi muito bonito, mas houve algumas falhas no que diz respeito a ultrapassar o tempo. Os membros da Harmonia disseram que houve dois minutos de atraso, espero que não tenha tanto problema. Mas o regulamento diz que somos penalizados quando o tempo não se cumpre", destaca ele, que não sabe dizer porque a escola atrasou. "Depois vou conversar com a Harmonia sobre isso", encerrou Heroldo.

O desfile

A terceira escola dá noite introduziu as suas ações sob o som da canção "Vida de um viajante", do sanfoneiro nordestino Luiz Gonzaga. Heroldo Linhares, fez uma breve oração para abençoar o desfile dá escola, que começou pontualmente, às 22h40.

 

Sob o tema "Meu Padim", a agremiação trouxe uma comissão de frente a representar os retirantes nordestinos. Trajando roupas marrons em alusão a terra, elemento de trabalho dos retirantes, eles também adentraram a avenida com os rostos sujos de terra.  

O primeiro carro dá escola é uma réplica gigante do Padre Cícero, cearense que obteve grande influência política, religiosa e social no nordeste.

Com calças trabalhadas em lantejoulas coloridas, a primeira ala da escola trouxe os cangaceiros do nordeste. Já a segunda ala representava as tradicionais baianas, com seus vestidos vastos e rodados.

O segundo carro alegórico da escola refletia a imagem da igreja de Nosso Senhor do Bonfim, localizada na Bahia, conhecida pela distribuição das famosas fitinhas usados nos pulsos. Os brincantes da alegoria simulavam a lavagem da escadaria.

A terceira ala da escola trouxe os brincantes com um chapéu amarelo, que carrega uma pequena réplica dá igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Já a quarta ala é um complemento de sua antecessora, e traz os brincantes fantasiados com as tradicionais fitinhas do santo mais famoso da Bahia.O terceiro carro alegórico representava as tradicionais esculturas de barro feitas pelos nordestinos. No centro, a alegoria carregava a escultura do escritor pernambucano Ariano Suassuna, que muito contribuiu para a literatura brasileira.

As alas posteriores ao carro abordaram aspectos gerais do Brasil, como o futebol brasileiro, e a musicalidade nordestina. Nesta ala, as fantasias dos brincantes vinham adornadas por notas musicais.

O casal de mestre sala e porta bandeira Rogério Cunha e Evelyn vieram representando o Galo da Madrugada, famoso bloco do carnaval pernambucano.

 

A alegoria com o Galo da Madrugada trouxe os brincantes em coloridas roupas e com a tradicional sombrinha do frevo de Olinda.

Logo após a ala do frevo, veio uma ala com brincantes do Bumba meu boi do Maranhão, que deu origem ao boi Bumbá de Parintins, velho conhecido por aqui. Ainda sob a proposta de exibir figuras do folclore musical do nordeste, surgiu a ala  dos sanfoneiros e cirandeiros.

O último carro da escola trouxe a representação magistral de todas as manifestaçoes nordestinas. Em uma explosão de cores, é possível ver a fogueira de são João, o Bumba meu boi do Maranhão, e as cirandeiras e cangaceiros do nordeste.

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