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Universitária dá exemplo de amor pelo próximo em Manaus

Aos 22 anos, universitária troca as baladas de sábado à noite pelas noites em claro distribuindo comida e carinho a pessoas que vivem nas ruas 24/10/2016 às 15:21 - Atualizado em 24/10/2016 às 15:22
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(Foto: Aguilar Abecassis)
Alik Menezes Manaus (AM)

“Amar o próximo como a si mesmo” é o segundo maior mandamento que Cristo deixou. Uma ordenança que não é fácil de ser vivida por muitas pessoas, mas, em Manaus, voluntários abrem mão do seu próprio lazer para servir ao outro por meio de doações de alimentos, roupas e até uma simples conversa.

A universitária Nathasha Fernandes, 22, tem buscado viver esse mandamento desde muito jovem. Segundo a estudante, os moradores de rua são esquecidos pela sociedade e tidos como marginais. “As pessoas passam por eles diariamente e não percebem que são vidas, são pessoas com fome, com sede, carentes de tudo, eles são seres humanos como qualquer um de nós, merecem atenção e respeito”, disse.

A jovem continua explicando que o próximo não é apenas quem está ao seu lado e que a “família” não são apenas as pessoas que estão dentro da casa dela, mas sim essas outras pessoas que estão nas ruas abandonadas, esquecidas e, muitas vezes, até doentes. “Nós tinhamos aquela visão de que a família é quem está entre quatro paredes e não é bem assim, não foi isso que Cristo ensinou”, disse.

Apesar de precisar abrir mão de um fim de semana, por exemplo, a universitária não sente falta e prefere estar envolvida nas ações sociais, que acontecem a cada 15 dias em ruas como a Henrique Martins e na Manaus Moderna, no Centro. “Eu só deixo de ir para essa missão em último casos. Eu prefiro estar ali dedicando um pouco do meu tempo. É por amor ao próximo, a Deus e até pela nossa cidade porque estamos acolhendo aqueles que estão às margens da sociedade”, disse.

As ações acontecem há três anos em Manaus. Além de Nathasha, outras oito pessoas também participam dessas ações, uma delas é a dona Maria Diana Fernandes da Silva (mãe de Nathasha), a maior incentivadora da jovem. “Eu aprende todos os dias com a minha mãe e ela me incentiva bastante a continuar com esse trabalho. Nós somos poucos, mas não pretendemos parar esse trabalho. O objetivo é aumentarr”, disse.

 O grupo de voluntários conta praticamente com recursos próprios para realizar as ações. Segundo Nathasha, a maioria das pessoas “acha bonito” e a apoia, mas a ajuda de fato quase não chega. Eles servem 150 refeições. “São poucas pessoas que se envolvem e que doam esses alimentos, mas nós não desistimos e vamos procurando meios para que essas ações continuem sempre. Aquelas pessoas esperam pela nossa visita. Você percebe a gratidão no sorriso, no olhar.  É  sempre muito emocionante”, contou.

Um dos maiores sonhos da jovem universitária é criar um albergue para acolher moradores de rua. Um lugar onde eles poderão guardar seus pertences, lavar suas roupas, ter uma alimentação e dormir. A jovem explicou que o sonho não é “cuidar” de vagabundo, como muitas pessoas dizem, mas é dar possibilidades para que essas pessoas mudem de vida. “Não é uma casa, não é isso. O meu sonho é que eles tenham um lugar parar dormir seguros e que no outro dia possam sair para trabalhar”, disse.

Segundo a jovem, muitas pessoas moram nas ruas trabalham, mas não tem condições de alugar uma casa ou um quarto. “A gente ouve muitas histórias, histórias verdadeiras. Existem pessoas, que por algum motivo saíram de casa ou perderam tudo e a única saída foi morar nas ruas, mas trabalham, tem um emprego”, disse a jovem.

Os alimentos são preparados na cozinha da casa da jovem, mas em breve serão feitos em uma nova cozinha. Segundo Nathasha, a cozinha dos pais é pequena e eles estavam precisando de um espaço maior. “Nós estamos reformando um espaço lá nos fundos da casa. Vai ser um cozinha industrial linda. Vai ser melhor para o nosso trabalho, nós já temos até um fogão industrial”, contou.

 

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