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Vira-casaca de boa: todo ano o Real Matismo muda de camisa e ninguém na torcida reclama

Apesar do nome, oriundo da paixão pelo Real Madri com à “zoação” de que jogadores tinham reumatismo, o Real Matismo Futebol Clube usa todo ano uma camisa diferente de um clube europeu 04/09/2015 às 12:33
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Para mantar o time no ritmo de jogo, o Real Matismo participa de outros campeonatos que antecedem o Peladão.
Equipe Peladão 2015 ---

Tudo começou em 2007 com uma brincadeira de futebol em um campo de terra batida entre os amigos dos conjuntos Rio Xingu I e II e bairros adjacentes da Compensa, Zona Oeste. Da paixão pelo clube europeu Real Madri e a participação de jogadores mais “experientes” durante os jogos, além da “zoação” de que eles tinham reumatismo, nasceu o Real Matismo Futebol Clube, em 2009. No ano seguinte, quando a equipe estreou no Peladão os boleiros resolveram entrar em campo com equipamento que fizesse alusão aos clubes europeus. De lá para cá são cinco tipos de camisas, tornando-se o clube no maior campeonato de peladas do mundo a homenagear os europeus.

Em 2010, quando disputou o Peladão, o Real Matismo entrou em campo com a camisa do Inter de Milão, na época, o atual campeão italiano, com pequenas adaptações para o símbolo do clube e dos patrocinadores. No ano seguinte os boleiros disputaram a competição com a camisa do Barcelona, até então, o campeão da Champions League 2010/2011.

No ano de 2012 o Real Matismo inovou e usou o uniforme do Roma. No ano seguinte foi a vez de homenagear o  campeão da Liga dos Campeões da Uefa de 2012/2013, o clube alemão Borussia Dortmund , e no ano passado o clube entrou em campo com a camisa do Paris Saint-Germain.

Comandado pelo técnico Marcelino, o Real Matismo treina todas as terças no campo do CDC da Compensa. Júnior Bermeu está desde o início na equipe e hoje faz parte da diretoria e também continua como jogador. Segundo ele, para manter a equipe com os custeios durante o Peladão, a boleirada e amigos realizam ações com o objetivo de arrecadar fundos para o clube. “Fazemos feijoada, rifas e churrasco para vendermos, porque compramos água, gelo para os dias de jogos e tem o transporte dos jogadores e torcedores”, comentou Bermeu ao explicar que só o gasto com o equipamento o Real Matismo teria que desembolsar aproximadamente R$ 2,5 mil, mas graças a ajuda de parceiros e patrocinadores, eles conseguiram os uniformes.  A meta do clube para este ano será avançar na fase do mata-mata.

Para mantar o time no ritmo de jogo, o Real Matismo participa de outros campeonatos que antecedem o Peladão.

Seleção dos uniformes

A beleza dos uniformes dos clubes europeus despertou o interesse da diretoria do Real Matismo  em usar todos os anos um equipamento que fizesse alusão a um clube do outro lado do mundo, mas a escolha  dos “mantos sagrados” não é nada fácil.  Um designer (e também membro da diretoria do clube) cria os formatos dos equipamentos com base nos times da Europa e adaptado com a marca do Real Matismo, depois vai para a votação com entre os jogadores da equipe, a torcida também é consultada  e, por fim, dos três selecionados, um será escolhido pelo presidente do clube, André Martins.

Homenagem

Neste ano, o clube europeu que seria homenageado era o Real Madri, mas como a equipe teve um jogador (Mikael Feitosa) assassinado no início do ano no Estado do Ceará, para esta temporada o Real Matismo prestará homenagem ao jogador usando um uniforme preto com listras cinzas e a inscrição #parasempremikael. 

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