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Carnaval
VERDE E ROSA

Vitória Régia leva tom crítico ao Sambódromo de Manaus para "fazer diferente"

“Olhos vendados, mãos firmes: a verde e rosa clama por justiça” foi o tema da escola este ano, com viés diferente dos rivais 26/02/2017 às 04:08 - Atualizado em 26/02/2017 às 06:34
Isabelle Valois

A sétima escola a desfilar pelo Grupo Especial em Manaus ostentava o verde e a rosa como cores principais. A Vitória Régia defendeu o enredo “Olhos vendados, mãos firmes: a verde e rosa clama por justiça”, mostrando a visão sobre o momento atual do Brasil no qual se vive a crise econômica.

O enredo, de certa forma ousado, cumpriu o seu papel, na avaliação do presidente da agremiação, Didi Redman. "Trouxemos um tema atual e deixamos nosso recado. Conseguimos apresentar tudo que queríamos agora é aguardar pela vitória", disse o presidente, que deixou a avenida com a sensação de dever cumprido.

A escola levou à avenida 3 mil componentes divididos em 25 alas, além de 300 ritmistas na bateria, que concluíram a apresentação em 62 minutos. Para compor a apresentação, a escola desce com três carros alegóricos, o limite permitido pelo regulamento. 

Para abrir o desfile, a escola apresentou os Guardiões da Justiça na Comissão de Frente. A proposta era de proteger a Justiça representada no primeiro casal de mestre sala e porta bandeira.

"Vivemos em um momento muito delicado, a ideia é mostrar ao mundo que podemos fazer diferente. Os guardiões representam o povo e este tem um papel fundamental para mudarmos qualquer tipo de injustiça", explicou o coreógrafo da comissão, Tanildo Santeiro,

O primeiro carro relembrava o primeiro ato de justiça na humanidade trazendo o palácio de Changgyeonggung, na Coréia do Sul. Depois, o desfile seguiu com a tradição das baianas, que nas suas saias trouxeram um crucifixo e a imagem de representação do símbolo nacional.

A bateria veio homenageando os iangô, com um traje marrom e no meio do peito uma cruz. A primeira ala desceu a avenida totalmente vestida de branco e prata, fazendo referência à Justiça.

A Constituição Federal, os palácios destinados aos cuidados da justiça, os representantes, juizes e até presos também foram representados na verde e rosa.

 O terceiro e último carro simbolizava o nome da escola, com as regionais vitórias régias envolvida na natureza e os prédios que remetem a justiça.                        

Como madrinha de bateria, a Vitória Régia teve a apresentadora do programa Magazine, Nathália Nascimento. "Uma emoção sem igual. Me orgulho de representar esta escola tão queria. Tive essa honra de ser convidada a ser madrinha de bateria e espero ter representado com muito carinho essa escola no qual tanto admiro", disse. 

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