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32 anos sem Garrincha: Alegria do Povo morreu em 20 de janeiro de 1983

Garrincha jogou em vários clubes, entre eles Corinthians e Flamengo - nos dois já em precárias condições físicas -, mas foi no Botafogo que ele mostrou toda a sua genialidade 20/01/2015 às 13:22
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Botafogo, bicampeão carioca em 1962
acritica.com ---

Tinha de ser em um feriado. Em 20 de janeiro de 1983, o dia de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, Garrincha morreu. Em uma clínica de Laranjeiras, na cidade em que fez a alegria de torcedores de todas as camisas, vítima de complicações resultantes do alcoolismo, o único adversário que conseguiu pará-lo.

Garrincha jogou em vários clubes, entre eles Corinthians e Flamengo - nos dois já em precárias condições físicas -, mas foi no Botafogo que ele mostrou toda a sua genialidade. A ponto de, mesmo sendo protagonista de vitórias espetaculares sobre os rivais - como foram os jogos decisivos do Campeonato Carioca de 1957, com goleada de 6 a 2 sobre o Fluminense, e nos 3 a 0 de 1962, em cima do Flamengo -, ainda assim ser querido pelos torcedores desses e de outros clubes.

O ano de 1962, aliás, marcou o auge da sua carreira. Foi quando conquistou o bicampeonato mundial pelo Brasil, na Copa do Mundo do Chile, e o bicampeonato estadual na já citada vitória de 3 a 0 sobre o Flamengo. Para muitos, este jogo, disputado no dia 18 de dezembro daquele ano, foi a melhor e ao mesmo tempo a última grande atuação de Garrincha.

Em tarde inspirada, desmontou o sistema defensivo armado para anulá-lo. O cenário não poderia ser outro: o Maracanã, o palco onde fez o que bem entendeu com todos os seus marcadores. 

Dribles em um campo de terra
Manuel dos Santos, o Mané das Pernas Tortas, nasceu no dia 28 de outubro de 1933 na pequena localidade de Pau Grande, pertencente a um distrito de Magé, que acabaria conhecida em todo o mundo e visitada por turistas devido ao seu filho genial.

Foi em Pau Grande, em um campinho de terra batida, em um barranco perto da sua casa, que Garrincha deu seus primeiros dribles e aprontava com os adversários sem deixar a bola cair ribanceira abaixo.

Também lá, em Pau Grande, fincada aos pés da Serra dos Órgãos, Garrincha praticava o seu segundo esporte favorito: caçar passarinhos mata adentro, na companhia dos inseparáveis amigos Pincel, Swing e Malvino.

Malvino, com a perda de Garrincha, passou a viver das recordações, de contar histórias sobre o Mané que ele tinha como irmão. 

- Como eu era Flamengo, ele gostava de me provocar. Na véspera do clássico, ele dizia: "Malvino, amanhã eu vou brincar com meu amigo Jordan".

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