Sábado, 24 de Outubro de 2020
REDUÇÃO

3B Sport reduz salários de 10% a 25% e vive incerteza sem definição da CBF

Impactado pela crise financeira em decorrência da pandemia da Covid-19, Fera da Amazônia impôs redução de vencimentos referentes a maio e ao último mês do vínculo de atletas e comissão técnica, que finda em 3 de julho



3b_elenco_CAB5F1E2-8643-435F-88FF-F691CA9C4052.jpeg Foto: Arquivo AC
04/06/2020 às 20:56

Representante amazonense na Série A2 do Brasileiro Feminino, o 3B Sport reduziu salários referentes a maio de parte do elenco. Membros da comissão técnica, como o treinador Marcelo ‘Tchelo’, também foram atingidos com a redução. Os cortes variaram de 10% a 25% e também serão impostos no último mês do vínculo dos profissionais com o clube, que finda no dia 3 de julho. 

A medida ocorre em consequência da crise financeira causada pela pandemia da Covid-19, que interrompeu as competições e, segundo apurou a reportagem, também impactou o trio de empresas de apoio do clube. Além de uma empresa de comunicação visual, cujo dono é Bosco Brasil, presidente da Fera da Amazônia, outras duas firmas do mandatário estão paralisadas.



O Brasileiro Série A2, que o 3B Sport disputa pela terceira vez consecutiva na tentativa de subir à elite nacional, ainda não tem data estimada para retorno e preocupa o clube. Nos bastidores da CBF, acredita-se que o torneio volte entre final de julho e início de agosto. À reportagem, o presidente do 3B afirmou que a medida de redução salarial foi tomada para que os contratos sejam cumpridos até o final.

“Eu precisei fazer essa redução para que eu tenha condição de cumprir meu contrato com todas as jogadoras e comissão técnica até o final, que é em julho. Não posso fazer como outros clubes, que querem abraçar tudo, ficam devendo atletas e depois nem atendem o telefone”, afirmou Bosco Brasil em referência ao rival Iranduba, que sofre processo de ‘debandada’ durante a pandemia. A folha salarial da Fera, por sua vez, gira em torno de R$ 55 mil e R$ 60 mil.

Renovação?

Com os contratos terminando em 3 de julho, o 3B aguarda alguma definição da entidade máxima do futebol brasileiro em relação à previsão de retorno dos campeonatos para tomar uma decisão: renovar os contratos por um período maior, que envolva o reinício da Série A2, ou liberar atletas e comissão técnica e reformular elenco quando houver previsão mais precisa.

Neste momento de pandemia, treinador está isolado em São Paulo. Foto: Arquivo AC

Entre os que podem ser afetados, o técnico da equipe, o ítalo-brasileiro Marcelo Tchelo. Primeiro treinador da história do 3B, ainda em 2017, o comandante retornou à Fera da Amazônia em 2020 com o maior salário do elenco de profissionais, mas teve os planos interrompidos pela pandemia. Segundo Bosco Brasil, tanto Tchelo quanto algumas jogadoras podem partir em caso de nenhuma previsão da CBF.

“Pode vir a acontecer (liberação de Marcelo Tchelo ao final do vínculo). Meu planejamento, por enquanto, é cumprir o contrato até o final, dia 3 de julho, data que coincidia com o término da Série A2. Depois disso, caso não haja previsão para retorno, eu não tenho como assegurar. Algumas jogadoras também já tinham planos de irem para outros times depois da Série A2”, acrescentou o mandatário.

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Repórter do Craque
Jornalista em formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e repórter do caderno de esportes Craque, de A Crítica. Manauara fã da informação e que procura aproximar o leitor de histórias – do futebol ao badminton.

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