Sexta-feira, 03 de Abril de 2020
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Estreante no MMA, Yana Gadelha já concorre ao 'Oscar' da modalidade

Em nove meses de carreira no MMA, a atleta amazonense foi indicada como atleta revelação no prêmio Osvaldo Paquetá, o ‘Oscar’ das artes marciais



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09/02/2020 às 13:55

O Oscar, mundialmente conhecido como o prêmio mais importante do cinema, celebra anualmente as melhores produções audiovisuais, escolhidas a dedo pelos aclamados críticos da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. O badalado evento ‘hollywoodiano’ ocorre hoje (9), porém distante das ‘grandes telas’, uma amazonense ‘luta’ pelo seu próprio ‘Oscar’ e para chegar até a estatueta teve de nocautear - literalmente -, seus obstáculos sem nenhuma ‘ficção’ envolvida. O nome da ‘estrela’ baré é Yana Gadelha, atleta de MMA, que concorre ao prêmio Osvaldo Paquetá - na categoria lutadora revelação -, que no mundo das artes marciais, equivale à sonhada premiação conquistada pelos grandes nomes do cinema. 

A decisão, diferentemente do Oscar, fica pela vontade popular, que pode votar no site oficial do prêmio. A cerimônia ocorre no dia 28 de março, no Rio de Janeiro.  



“Ganhar o prêmio significaria muita coisa para mim, gratidão e felicidade por esse reconhecimento ao meu esforço. Esse é o grande prêmio do MMA nacional, seria muito importante para a minha caminhada, também por se tratar do início, é começar a carreira com o pé direito”, afirmou a peso-pena ,indicada por sua ascensão ‘meteórica’ no melhor estilo ‘Nasce uma estrela’.

Com carreira profissional iniciada em julho do ano passado, ela acumula cartel profissional de quatro vitórias e nenhuma derrota. 

“Em apenas nove meses de treino de MMA, consegui esses resultados. Apesar disso, treino jiu-jítsu há oito anos”, contou a ‘guerreira’ a respeito do pouco tempo de experiência nas artes marciais mistas.

Do balé ao jiu-jítsu

Se a vida de Yana fosse um filme, ele seria uma mistura de "Cisne Negro", longa-metragem sobre a vida de uma bailarina, que rendeu Oscar de melhor atriz à Natalie Portman em 2011, e "Menina de Ouro", ficção vencedora do Oscar de melhor filme em 2005. A obra narra as dificuldades de uma lutadora de boxe para conseguir destaque na carreira.

“Na verdade eu vim do balé, uma coisa totalmente nada a ver, conheci o jiu-jítsu através da minha irmã que já treinava. Certo dia ela estava de castigo e nossa mãe disse que ela só poderia treinar se me levasse junto. Passei um mês assistindo as aulas e depois bateu vontade de treinar. Depois da primeira aula não parei mais e aí já se vão oito anos nessa luta”, relatou a amazonense, multicampeã na ‘arte suave’.

Migração para o MMA

A exemplo de "Star Wars" onde o protagonista conhece um mentor que lhe ajuda na sua jornada, Yana tem como mestre um dos maiores ‘lapidadores’ do MMA nacional. Trata-se de Márcio Pontes, responsável por revelar verdadeiros ‘heróis’ da modalidade: José Aldo e Dileno Lopes. 

“Aqui na academia do mestre Márcio, comecei em 2013, treinava apenas algumas vezes na semana, até que em 2016 ele me chamou para treinar MMA. Cheguei a lutar dois eventos amadores antes da minha estreia no profissional”, disse a lutadora que pretende chegar ao UFC, onde Aldo e Dileno chegaram.

“Aqui na academia nós treinamos para evoluir, quero ter condições de chegar num evento que me permita viver do MMA, esse é o principal objetivo. O maior é claro que seria o UFC. Costumo dizer que aqui estou treinando com os melhores alunos e com o melhor mestre”, apontou sobre o futuro que deseja para sua carreira.

Sacrifícios na jornada

Os apaixonados por um bom roteiro de cinema sabem que nenhuma grande história de superação se concretiza sem muita ‘luta’ e resiliência durante a caminhada. Para a vantagem da guerreira Yana, lutar é o que ela faz de melhor, dentro e fora do octógono.

“Treino todos os dias da semana, às 11h faço preparação física, aí venho para academia e treino durante toda a tarde. Estou no 10º período de Enfermagem, concilio a faculdade com os treinos, apesar de ser extremamente sacrificante. Pretendo me formar, trabalhar na área, mas tentar manter minha carreira no MMA”, afirmou a lutadora que representa a força da mulher baré.

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Repórter de A CRÍTICA

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