Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
Jogo Brasil e Espanha

A final do século

Seleção Brasileira decide com espanhóis o título da Copa das Confederações no " templo" Maracanã



1.png Seleção Brasileira leva vantagem de ter mais tempo de treino
29/06/2013 às 18:25

O Brasil de uma camisa mística. Dono de cinco títulos mundiais. O inventor da ginga, do drible, da arte. Espanha. Uma seleção que deixou para trás a fama de “amarelona” para reinventar e conquistar o futebol mundial.  Qualquer fã do esporte mais popular do mundo, em qualquer lugar, em qualquer tempo, gostaria de assistir um confronto assim.

É só o que se espera deste que pode ser o “jogo do século” na Copa das Confederações, que termina neste domingo(30). Às 18h (horário de Manaus), Brasil e Espanha se enfrentam no maior palco do futebol brasileiro: o Maracanã, valendo o título da competição internacional.

Última derrota

A última vez que a Espanha foi derrotada foi em seu primeiro jogo da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Naquela ocasião o time caiu diante da Suíça, em um resultado surpreendente, uma vez que a Fúria chegara como favorita ao título depois de conquistar a Eurocopa.

Depois desta derrota desastrosa o time se uniu, começou a jogar pra valer, avançou para o mata-mata e conquistou o título em cima da Holanda com gol do craque Iniesta. De lá para cá a Fúria só colecionou vitórias. Um total de 28 para ser mais exato numericamente.

O futebol de toques rápidos, passes certeiros, o jeito espanhol de não guardar posição fixa, a falta da tradicional figura do centroavante ajudaram a moldar o que a grande mídia se convencionou a chamar de “futebol moderno”.

Canarinhos

Na contramão do estilo espanhol de jogar vem o Brasil tradicional de Felipão. Um time que mantém intocável a figura do atacante fixo (Fred), que tem volantes firmes na marcação e até um volante-artilheiro (Paulinho) como se exige nos tempos modernos.

E além de um esquema tático, agora definido, o Brasil continua tendo o talento individual que sempre foi a marca do futebol brasileiro. Neymar é a estrela desta nova geração. Um garoto de apenas 21 anos recém contratado pelo clube mais poderoso do mundo, o espanhol Barcelona.

Ele chegou à Copa das Confederações debaixo de uma desconfiança merecida. Também pudera. Desde o amistoso magistral contra os Estados Unidos em 2010, quando fez sua estreia pela Seleção Brasileira, Neymar nunca mais havia tido uma atuação como aquela.

Nesta Copa das Confederações isso mudou e Neymar assumiu, definitivamente, sua vocação para protagonista. Mas nem só do moicano vive o Brasil. Felipão conseguiu montar um time forte na defesa (apesar das falhas diante do Uruguai), conciso no meio campo e eficiente no ataque.

E Felipão ainda pode se dar o luxo de ter feras no banco como o matador Jô e o veloz Bernard, que sempre que entra em campo bota fogo na partida. É mas hoje acaba a dúvida de quem é o maioral. Brasil ou Espanha? Este certamente é um jogo que, mesmo antes de acontecer, já entrou para a história.

Sem Dilma

Depois da vaia recebida na abertura da Copa das Confederações em Brasília, a presidente da República, Dilma Rousseff, confirmou que não participará da festa de encerramento do torneio neste domingo no Estádio do Maracanã.

Qual a receita para vencer?

Se tem alguém que conhece bem a espanhola por dentro este alguém é Daniel Alves, afinal de contas, ele faz parte de uma máquina chamada Barcelona, que é a base da seleção espanhola e um dos times mais vencedores da história do futebol mundial.

Receita para segurar os espanhóis? Dani tem. “A primeira coisa que a gente tem que fazer é não ‘presenteá-los’ com a posse de bola. Isso é algo fundamental. Se deixar eles com a bola eles dominam a partida e aí pode ficar complicado para o nosso time. Mas penso que vai ser um jogo histórico, no Maracanã, um estádio que é uma lenda não só no Brasil, no mundo, então acho que é um prêmio para essa garotada”, disse o lateral da Seleção.

Do banco ao campo

E por falar em garotada, quem começa no banco, mas de repente pode pintar no time nacional é o jovem atacante Bernard, do Atlético-MG. E ele falou ao CRAQUE sobre esta possibilidade de entrar em campo em jogo que vai entrara para a história do futebol mundial.

“Se acontecer (de entrar em campo) tenho certeza que vai ser algo muito especial para mim. Há três eu ainda estava na base do Atlético-MG e agora posso de repente jogar uma final contra a Espanha no Maracanã. Isso é o sonho de qualquer um. Eu estou muito feliz e só tenho a agradecer a Deus por tudo”, disse o baixinho, que é uma das “armas” do técnico Luis Felipe Scolari durante as partidas desta Copa das Confederações..

Mesmo time

O técnico da Seleção Brasileira vai mandar a campo o mesmo time que enfrentou o Uruguai na última quarta-feira.

O volante Paulinho, que não treinou na última sexta-feira por conta de uma gripe, está confirmado entre os titulares para enfrentar a Espanha no confronto de hoje.

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